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Maldito samba rock ou Sambando de All Star
Ninguém sabe, ninguém viu de onde surgiu o maldito samba rock. Eu mesmo não me dei conta. Não sei se tem relação com a popularização do pagode entre a classe média no começo dos anos 90 ou se é a continuação de um movimento iniciado por cantores à toa de idolatrar sambistas velhos. Quando dei por mim, tava aí.
Uma definição. Samba rock: é tipo samba só que rock. Mas não é samba. E nem rock.
Os três principais artistas do samba rock, são dois: o Jorge Benjor. Pode saber, se você vai a uma festinha samba rock, organizada pelo seu centro acadêmico de sociologia, só vai tocar Jorge Benjor. Também toca Seu Jorge, mas provavelmente por acharem que era uma forma diferente de chamar o ex- Jorge Ben. Para entrar na onda samba rock, o Seu Jorge até fez uma versão de Cotidiano do Chico Buarque. Desculpe, Seu Jorge, mas Cotidiano pode até ser um samba, mas sua versão não é rock. Ela é tecno ou dance, o que vem a ser a mesma coisa, só que com sintetizadores diferentes.
Naturalmente, uma festinha que só toca um cara é muito chata. Mesmo com o auxílio de substâncias que aliviam a pressão, é monótono. Foi então que um movimento paralelelo fundiu-se com o samba rock, numa simbiose inesperada.
Foi assim: alguém percebeu que existia um disco do Tim Maia que ninguém tinha. E o Tim Maia renegava (aqui o pretérito imperfeito está aplicado precisamente: ele renegava até morrer. Ninguém garante que ele continuaria renegando). Isso tornava o disco mais legal que os outros do Tim Maia. Aí neguinho pirou que isso podia dar uma festa. Uma festa em que se tocasse não apenas um único estilo de música, mas um único disco daquele estilo, cujo único ponto de bacaneza era o fato de ter ficado esquecido.
Como o Tim Maia e o Jorge Benjor eram amigos de carreira (hehe), como eram músicas chatas e monótonas e como agradavam às mesmas pessoas, o Tim Maia Racional foi incluído no samba rock. Mas só o racional.
Como resultado, assistimos na segunda metade da década de 2000, o fenômeno de festinhas samba rock que só tocam dois artistas, sendo que um não toca, nem samba, nem o rock. E o outro também não, mas chega mais perto.
As pessoas que curtem isso geralmente vêm de duas vertentes: Los Hermânicos órfãos (LHOs) e pessoas em busca das raízes do Brasil.
LHOs são pessoas que gostavam de Los Hermanos. Mas não só da música, de todo o estilo dos Los Hermanos. Pessoas com saudades de várias coisas que não viveram, como a época da inocência e, sei lá, palhaços. (Tudo que precisa ser dito a respeito foi dito no texto “Como me fudi no show dos Los Hermanos”, que rolou na internet na época do Ventura. Pode ser acessado digitando o título no Google ou em blogs como esse http://capotei.wordpress.com/2008/04/21/como-me-fudi-no-show-do-los-hermanos/).
Pois bem, os LHOs acharam que samba rock era uma sequencia natural de uma banda de rock que tocava umas músicas sobre samba. Certo.
Do outro lado, algumas pessoas vieram em busca das raízes do Brasil. Ignorantes do fato de que para tanto bastava ler o clássico do Sérgio Buarque de Hollanda, entraram na onda de cantoras como a Marisa Monte, Vanessa da Mata e outras, de que legal era ouvir Cartola e Velha Guarda da Mangueira (ou Portela, ou qualquer escola de samba velha. As novas, tipo Viradouro, não tem o mesmo efeito, ou não tem velha guarda, vai saber). Esse hype inclui usar roupas da Clara Nunes. Há divergência sobre gostar ou não de Alcione. Ela foi considerada muito popular por um tempo, mas agora que ela está passando dos 190 anos, seu indefectível apelido de “Marrom” a está alçando ao nível cult.
Do que eu estava falando? Ah, sim. LHOs e buscadores de raízes encaixaram no perfil ideal para gostar de samba rock. Afinal, ninguém guenta ficar indo ao circo ou ouvindo Cartola, só fingir é que é legal. É preciso ir num lugar em que toque música dançante (ou quase) e venda cerveja. E é para isso que servem as festa de samba rock.
Como desagravo, devo afirmar que há pessoas que vão nessas festa só porque acham legal, não são Lhos nem estão querendo pagar de bacanas. Senão as festas ficavam vazias, né?
Não sei se o samba rock vai morrer como morreu o Pogobol, a lambada e Alf, o E.Teimoso. Ou se ele perdurará como a música sertaneja, o axé, o pagode e Malhação. Até descobrir, vou convivendo com ele. Só no allstarzinho. 
Sbub deixou Max de Castro bem chateado.
Escrito por Sbub �s 10h26
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Curtindo a vida moderado
Todos sabem, ou deveriam saber, que "Curtindo a Vida Adoidado" é o maior de todos os clássicos da sessão da tarde, um filme superbacana, clássico dos clássicos, etc. É um fato. É notório que a premiação do Oscar perdeu 90% da credibilidade que ainda tinha por não ter dado todos os prêmios existentes a essa maravilhosa história.
Mas, como todos os fatos, existe um outro lado. Do mesmo jeito que descobrimos que Pedro Álvares Cabral não descobriu o Brasil sem querer, que as mulheres não têm as bochechas naturalmente rosadas e que o Sílvio Santos usa peruca, é necessário que olhemos novamente para esse filme com um olhar crítico, depois de tantos anos.
A história é assim. Ferris Bueller é um vagal, ele engana a mãe pra matar aula e resolve aproveitar o dia fazendo coisas legais. Enquanto isso, o diretor tenta desmascará-lo. No meio disso tudo, ele rouba uma Ferrari e canta Twist and Shout, imortalizando a música de um jeito que nem os Beatles tinham conseguido. O Ferris Bueller portanto é um cara hiperlegal, o garoto que todos gostariam de ser, o sujeito mais descolado do colégio, certo?
Pode ser que você ache que sim. Mas há quem discorde. Vamos aos fatos:
1) Ele matou aula.
Ok. Nos EUA isso pode ser superemocionante e descolado, mas pra realidade brasileira até nerds fazem isso. E com anuência da mãe.
2) Ele fez coisas legais
Ele enganou totalmente o diretor para poder levar o amigo e a namorada com ele. Essas coisas são mesmo maneiras. Mas o que ele fez com o tempo livre dele?
a) Foi ao museu
Ir ao museu é legal? Então porque você não vai mais vezes? Museu é uma coisa que você vai com a excursão da escola, não quando foge da escola. Eu até gosto de museus, mas matar aula para ir a um museu é a mesma coisa entrar escondido no cinema para ver Senhor dos Aneís. Parece que você está em vantagem, mas não está.
b) Foi jantar num lugar chique
Torrar dinheiro em comida é legal, mas ir a um restaurante chique não é. Ele podia ir na sorveteria, no buteco, na pizzaria, podia ir comprar Chandelle no supermercado, comer na calçada e dar o pote pro vira-lata que passava lamber. Mas ele foi num restaurante chique.
c) Usou a Ferrari do pai do amigo
Sim, isso é hiperlegal. Só não é mais legal, porque o manobrista com quem ele deixou o carro o superou sobremaneira em legalzeza ao ir dar um rolê lunático com o carro pela cidade, enquanto Ferris Buller fazia coisas chatas
d) Cantou twist and shout e fez todo mundo dançar
De fato, a cena da dança da galera que está passando é uma das cenas mais divertidas de todos os tempos. O fato de Ferris pegar o microfone e mandar uma versão maravilhosa, sem inibição e nem preocupação, demonstra como ele é bacana. Sem questionar o carisma dele, é necessário constatar que o ponto do passeio seguinte ao restaurante foi tipo uma parada de 7 de setembro. Algo tão sem-graça e chato de assistir como um concerto das músicas do Kenny G na gaita-de-fole.
Acho que esses argumentos são suficientes para se revisitar os conceitos gerais da sociedade sobre pessoas maneiras. O que pode ser útil para se fazer um remake do filme ou para você, que sempre se achou palha, passar a se achar mais bacanudo. E serve de ponto de partida para outros questionamentos. Por exemplo, há personagem mais complexa que a irmã de Ferris? Seria Ferris apenas uma projeção psíquica do amigo nerd dele? Se Ferris morasse no interior de São Paulo, participaria de uma suruba em Ribeirão Preto? Perguntas que talvez permaneçam sem resposta. Afinal, como acredita Ferris Buller, a vida é curta demais para ficar parado esperando ela passar.
Escrito por Sbub �s 15h24
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If I was a king, even for a day...
Se o mundo fosse um lugar justo, certamente eu teria uma oportunidade de ser Rei do mundo inteiro. Não um desses reis sem graça, que só fazem figuração em banquete nas democracias modernas. Um reizão poderoso que manda e desmanda, interferindo na vida das pessoas apenas porque é rei e sabe o que é melhor. Destinos decididos com o levantar de um cetro! Ah!
Sempre que eu gostaria que algo mudasse no mundo, eu penso sobre isso e, por esse motivo, inauguro esta seção aqui no Sbubs, o blog no qual eu sou co-rei (somente até a morte do Mascavo).
Se eu fosse rei do mundo....
... as regravações de garota de ipanema seriam proibidas e violações dessa proibição seriam punidas com morte ou resultariam na obrigação de ouvir todas as versões existentes, sem poder tamborilar os dedos na mesa.. Isso porque o mundo está saturado e não há mais inovações, melhorias ou repetições não-nauseantes possíveis.
... a maionese seria banida do planeta. Seu consumo, comercialização, produção e importação de outros planetas seriam proibidos. Foras-da-lei que desafiassem a autoridade real seriam castigados ao serem jogados numa piscina de ovo é óleo. Estariam condenados a nadar em círculos até transformar os ingredientes em uma piscina de maionese. E então, seriam condenados de novo, porque a produção de maionese seria proibida.
E eu usaria uma coroa do Burger King
Escrito por Sbub �s 22h26
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Meu leitor de blog
Eu e o Sbub estávamos comentando como é simpático e acolhedor ser chamado por alguém de "meu capitão".
Primeiro tem o pronome, "meu", que já sugere uma acolhida, uma consideração. O frentista que te atende no posto e te chama de "meu capitão", ao invés de simplesmente "capitão" já infere que você não é só alguém. você é alguém da turma dele.
E aí vem algo enaltecedor, como "capitão". Você não fez nada, apenas chegou para abastecer o carro, ou pegar um correspondência na portaria, ou tomar uma cerveja no boteco... E você já foi promovido a alta patente: Capitão.
É lógico que além de Capitão tem Comandante, tio, brother, camarada, chefia, amigão, como naquela música do skank. E por isso eu resolvi juntar aqui uma lista top 33 das melhores formas de se referir a uma pessoa nessas situações:
01. Meu camarada 02. Meu bom 03. Meu nobre 04. Meu deputado 05. Meu conde 06. Meu creme 07. Meu Suserano 08. Meu brigadeiro 09. Meu querido 10. Meu rei 11. Meu imperador 12. Meu curandeiro 13. Meu delegado 14. Meu xerife 15. Meu oficial de justiça 16. Meu piloto 17. Meu limão 18. Meu limoeiro 19. Meu pé de maracujá 20. Meu gerente 21. Meu padre 22. Meu mestre 23. Meu carteiro 24. Meu testemunha 25. Meu maestro 26. Meu paisagista 27. Meu maquinista 28. Meu pai 29. Meu aiatolá 30. Meu guia 31. Meu mercedes 32. Meu felizardo 33. Meu brasileiro
*este post não tem nada a ver com a suruba de ribeirão preto.
Escrito por Mascavo �s 14h45
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Atualizado bianualmente
De todos os nossos leitores freqüentes, um perguntou (o Serbon) se nosso blog morreu. Isso nos dá uma excelente média de 33% de leitores preocupados!
Pois bem, não morreu não. É que muitas vezes, precisamos de um tempo para refletir. Será que esse posts estavam sendo engraçados? Será que estávamos respondendo aos anseios de todos os leitores e de todos os desavisados que paravam aqui procurando fotos da suruba de Ribeirão Preto? Será que estávamos cumprindo com os objetivos que criamos para o Sbubs quando ele foi concebido? Será que essa sequencia ilógica de posts fazia do mundo um lugar melhor? Será que um dia faremos mesmo uma nova Semana Ivan Lins?
A resposta para todas essas perguntas é: sim. Mas levou um tempão pra pensar, porque a gente sempre mudava de assunto. De mais a mais, na China milenar, esse quase um ano não representa nada. No Japão milenar também. Em nenhum lugar milenar, diga-se de passagem. Talvez em alguns lugares seculares, mas só. É apenas o tempo de contemplar o crescimento da relva e refletir o valor da busca e do tesouro. E, talvez, checar o extrato do banco.
Então, para recomeçar, não vou falar sobre nada. Um post só, ta bom já, se ainda botar assunto pode dar fadiga. Depois ficam os músculos doendo, não durmo direito, uma droga. E tudo isso pra quê? Pra nada. Nada!
 Nada!
Escrito por Sbub �s 20h44
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