Ribeirão Preto - Uma Cidade Muito Louca!

Com essa história envolvendo um maluco de Ribeirão e o Meu Cérebro Dói, lembrei de várias bizarrices dos 18 terríveis meses em que morei na califórnia brasileira. Acho melhor dividi-las com meus leitores, antes que alguém tenha a "brilhante" idéia de se mudar para o interior em busca de "qualidade de vida".
 
Ribeirão Preto: Um buraco no meio do estado de São Paulo repleto de gente estranha.
 
Regras tem exceções
É preciso lembrar - antes que a avacalhação comece - que Ribeirão Preto tem gente bacana também. É difícil de achar, mas tem. A Unaerp, universidade onde estudei enquanto estive lá, é excelente. Na entrada dela tem um carinha que faz um dos melhores cachorros-quentes do mundo. Lá assisti um show em um teatro de arena maneiríssimo, no meio da mata. Dizem que o chopp do Pingüim não é mais o mesmo, mas ainda assim é fantástico. E isso é o que há de bom por lá.
 
O inferno é aqui. E é verão 364 dias por ano.
O calor é de matar. Cansei de dormir com temperaturas acima de 30 graus. Era preciso três ventiladores e um lençol molhado. Freqüentemente, levantava no meio da noite para tomar uma ducha fria. Meio dia, os termômetros ultrapassam 40 graus. Experimente ligar o forno da sua casa por 3 horas e depois enfiar a cabeça lá dentro: é quase tão quente como andar de carro na hora do almoço em Ribeirão.
 
Muitas vezes, quando estava preso no trânsito (leia tópico abaixo) de Ribeirão, me dispunha a dar todo o meu dinheiro por uma garrafinha de água. Mas estranhamente, nenhum ambulante da cidade vende bebidas. Nos semáforos, só se vende biju (um biscoito seco e doce). O ato de comer biju no sol de rachar é usado como tortura em alguns países dominados por terroristas.
 
Estacione, não dirija!
Mesmo sendo o centro de uma região importante do estado, Ribeirão Preto é uma cidade minúscula. Sim, ela tem quase 1 milhão de habitantes, mas todos socados e apertados em um pequeno buraco no meio das serrinhas do oeste paulista. Basta ver no mapa: A cidade é menor do que os insignificantes municípios de Cajuru, Luís Antônio ou Altinópolis.
 
De carro, em um horário com pouco trânsito, você vai do extremo sul ao extremo norte da cidade em 20 minutos. Talvez por isso, os ribeirãopretanos não dirigem - e sim, estacionam. É tudo uma manobra só. Você tira o carro da sua vaga, em casa, engata a primeira, anda alguns metros e coloca na sua vaga, no trabalho. Ou no shopping. Ou no estádio do Comercial. É tudo bem pertinho. Por isso, na cidade se usam apenas a primeira e a segunda marcha. Não se ultrapassa os 30 km/h. Como as ruas são estreitas, anda-se em fila. Como pensam que a cidade é um grande estacionamento, também não se usa as setas. E não pense que é por isso que eles estacionam bem.
 
Pra que a pressa? Você já chegou ao fim do mundo!
Esse parece ser o lema de todo ribeirãopretano. O exemplo máximo disso é ir ao drive-thru dos McDonald's de lá: vai haver fila, porque os clientes nativos não têm pressa em escolher. Quando finalmente chegar sua vez, vc deve pedir algo simples, como uma promoção do Big Mac. Confirme Coca-cola e Batata Média. Depois, aguarde na espera!
 
Não importa que é a meca do fast food. Não importa que é o pedido mais trivial! Sempre vai haver espera. E sempre vai ser longa! Depois disso, prepare-se para dar outra volta: Eles certamente terão errado algum item do pedido.
 
Tudo bem, bem?
Em Ribeirão, todo mundo te chama de "bem". Eles também chamam uns aos outros de "bem". É comum ver um homem dizendo a outro homem: "tudo bem, bem?". Você pode ser o presidente de uma empresa e ainda assim o porteiro vai te chamar de bem: "O senhor tá bão, bem?". E toda conversa ribeirãopretana começa com a frase: "bem, posso te perguntá uma coisa procê?".
 
Chove cana! Chove sem parar.
A economia ribeirãopretana é movida a álcool. Álcool e açúcar. Boa parte da região que você vê no mapa acima, é coberta por plantações de cana. Depois de decepar a cana, tirar da cana a doçura do mel e se lambuzar de mel, os sucroalcoleiros se livram da palha da cana tocando fogo nela. Essa palha, vira cinza, que com o calor da fogueira levanta vôo e se espalha na cidade ao sabor do vento.
 
Em resumo: chove cana. Donas de casa varrem o quintal três vezes por dia para tentar se livrar da sujeira melada. Aos poucos, todos os objetos da sua casa vão ficando grudentos, por causa do melaço que também é carregado no ar e se condensa nas superfícies.
 
Dias de paz, dias de luta.
Em Ribeirão Preto, existe um dia de desespero completo e alguns dias de alento. O primeiro é o dia do Carnábeirão. A micareta da cidade. É o dia em que os cowboys saem de seus ranchos para dançar ao som de bandas como Chiclete com Banana, Ivete Sangalo e outras desgraças do tipo. Lembra que eu falei que a cidade é um buraco? Que é minúscula? Pois é: não existe um só canto na região que você não ouça os cowboys cantando os refrães baianos.
 
Os dias de paz são os dias da festa de peão de Barretos. Todos os peões, cowboys e vacas da cidade se mandam para barretos, em suas S-10 tocando música sertaneja. A cidade fica vazia e tranqüila.
 
Um dia por ano - às vezes um dia e meio - no mês de julho, faz frio. Nesse dia, é comum os termômetros baixarem para perto de 10 graus. É o dia em que você tira seu único casaco do ármario e até arrisca a usar calças compridas. Mas no dia seguinte, você já está tomando banho de mangueira no quintal,


 Escrito por Mascavo �s 02h35
[   ] [ envie esta mensagem ]




Plágio? Podia ser pior!

Ronnie  Von
 
Nos comentários do texto sobre o Friends, logo aí abaixo, eu e o Serbon comentávamos sobre os plágios do Homem-Chavão.
O assunto veio bem a calhar. Enquanto lia o Meu Cérebro Dói - blog cujo link está aí ao lado - e navegava pelos links dele, descobri uma coisa bizarra.
 
Um sujeito que atende pelo nome de "advogado tatuado" copia vários posts do Meu Cérebro Dói e cola no seu próprio blog, como se fossem dele. Isso mesmo! Ele relata acontecimentos da vida do Paulo - o cara do Meu Cérebro Dói  - como se tivessem ocorrido com ele mesmo. Se apoderou da vida do cara.
 
E o lay-out e o slogan do site dele são claramente "inspirados" no Cocadaboa Diário. Parece que o "advogado tatuado" não frequentou as aulas de ética na faculdade de direito.
 
Plágio na internet não é nenhuma novidade. Mas o que me espanta é o cara fazer de conta que vive a vida de uma outra pessoa completamente anônima e comum. Sim, porque a vida relatada no Meu Cérebro Dói é a mais comum possível. O cara trabalha, toma cerveja, assiste futebol... nada que desperte a inveja de alguém.
 
Isso poderia ser uma piada arquitetada pelo próprio Paulo. Ou talvez pelos seus amigos do Cocadaboa. Mas o cara dá detalhes da sua vida em Ribeirão Preto (O Paulo dá detalhes da sua vida em Belo Horizonte) e tem até fotos dele lá. De qualquer forma, seria doentio também manter dois blogs, falando a mesma coisa, mas vindos de cidade diferente.
 
Mas eu acho que a parada é mesmo real, pois além de tudo o sujeito é ribeirãopretano. Ribeirão Preto é mesmo uma cidade estranha. Um lugar onde todo mundo chama qualquer um de "bem" (Exemplo: Tudo bem, bem?). Chove cana-de-açucar queimada diariamente (é sério, não é uma metáfora). Todos dirigem como se fosse o primeiro dia na auto-escola. Durante a noite, a temperatura chega facilmente aos trinta graus (imagina ao meio-dia).  Vivendo nesse ambiente inóspito, é natural que as pessoas não sejam muito boas da cabeça. Lembram da clássica "suruba de Ribeirão" que se espalhou pela internet?
 
Quando eu coloquei o link do Meu Cérebro Dói aqui, escrevi ao Paulo dizendo que alguns momentos da vida dele pareciam Sessão da Tarde. Agora, tá parecendo "Mulher Solteira Procura". Se eu fosse ele, teria medo.
 
Atualização: O Adevogado Tatuado além de plagiador doente é um cagão e tirou a página dele do ar. Mas você ainda pode ver a doença dele em ação pelo cache do Google. Você também pode escrever para o e-mail dele e tirar uma onda da cara do coitado.


 Escrito por Mascavo �s 03h18
[   ] [ envie esta mensagem ]




O fim de Friends

Semana passada, assisti ao úlitmo episódio de Friends. Foi o fim de uma das séries mais legais que já existiu. Eu adoro vários programas desse tipo, mas Friends é, de longe, o que mais me fazia rir. Muitas vezes, ao assisti-lo de madrugada, precisava fazer imenso esforço para não acordar ninguém com gargalhadas.
 
Li em algum lugar que o triunfo de Friends é ser baseado em relações de amizade, e não de família ou de trabalho, como a maioria das outras séries. Este seria o motivo do sucesso também de Seinfeld e Cheers, outros históricos campeões de audiência nos EUA. Pra mim, faz sentido. Mas o legal é que nessas séries não há esteriótipos, como em outros programas sobre amigos. Não há um negão que curte rap, um retardado que faz as melhores piadas, uma mulher gostosona.
 
É triste que tenha acabado. Mas - é preciso dizer - já não era sem tempo. Ainda que a última temporada tenha tido episódios muito bons, a penúltima e antepenúltima foram bem fraquinhas. Os atores já eram megastars milionários, preocupados com sua carreira no cinema. O cabelo da Jennifer Aniston, o vício do Matthew Perry e o casamento da Courtney Cox já chamavam mais atenção do que as piadas da Rachel, do Chandler e da Monica.
 
Bom, eu vou contar o final da série. Se você não quer saber, pare de ler aqui.
 
Este parágrafo serve apenas como um limítrofe, uma área de transição, para que as pessoas que optem por não ler o restante não vejam, de relance ou de soslaio, palavras que possam estragar, para elas, o episódio final do Friends. Por isso, se você - que decidiu seguir em frente e saber, agora mesmo, o que acontece no final -  quiser, pode pular este parágrafo porque nele não há nada - eu disse nada - de interessante para ser lido. Apenas enrolação, como esta que você leu até agora. E assim continuará, até o fim - do parágrafo, não do texto. Pare. Não leia mais o que está escrito neste parágrafo, pois é pura perda de tempo. Avance, de uma vez, para o resto do texto, que é o que realmente importa. Deixe de lado essa curiosidade boba, de ler o que eu continuo escrevendo, para ver se eu vou falar algo importante. Não há nada! Pare, vamos! Não conseguiu evitar, né? Eu sabia...
 
No último episódio, tudo que é previsível acontece. A Rachel desiste de ir para Paris para ficar com o Ross. Monica e Chandler se mudam para o subúrbio. A moça que dará a luz ao filho adotivo deles têm gêmeos, um menino e uma menina. Foi um episódio bem ruinzinho. A melhor parte é quando o Gunther finalmente se declara para a Rachel. Mas qualquer outra coisa mais surpreendente, geraria protestos de todos os Estados Unidos.
 
Acho que, as vésperas das eleições, o presidente George W. Bush não permitiria que a Rachel e o Ross se separassem, causando ainda mais insatisfação aos americanos. O Seinfeld, que sempre foi bizarro, irônico e sarcástico, teve um final maluco, em que todos foram para a cadeia. Gerou vários protestos. A audiência queria um final romântico, com o Seinfeld se casando com a Elaine, e coisas desse tipo. Se foi assim pro Seinfeld, imagina então com o Friends?
 
Eu confesso que mesmo sendo racional e cético na maioria das vezes, acabo me envolvendo, inconscientemente, com os personagens. Mesmo assim, acho que preferia um final bizarro. Seria legal, por exemplo, se a Rachel e o Ross ficassem juntos, depois tivessem uma briga. Ela transaria com o Gunther e depois diria a ele que eles estavam "on a brake". Finalmente empatados nessa questão, aí sim, os dois ficariam juntos. E, de quebra, veríamos a Rachel finalmente ficando com o Gunther. Seria muito mais bacana, não é mesmo? Só nos resta esperar que a nova série Joey, que já tem 22 episódios encomendados, faça tanto sucesso quanto Frasier fez, depois do final de Cheers.
 
Elenco da nova série "Joey"
 
* Nota autoritária do Sr. Mascavo: Você que leu o texto até o fim, não faça comentários que entreguem o que aconteceu no final da série. Mensagens que que contenham tal conteúdo serão deletadas.


 Escrito por Mascavo �s 16h13
[   ] [ envie esta mensagem ]




Ronnie Von
 
Depois de passar várias semanas publicando pouquíssima coisa, resolvi dar um gás e preparar novos posts para os próximos dias. Para comemorar, um Panthro especial, com quatro listas supimpas:
 
Frases imperativas em músicas:
Olha só o que eu achei: cavalos marinhos!
(Legião Urbana, em vento no litoral)

Seja você, mesmo que seja estranho, mesmo que seja bizarrô, bizarrô, bizarrô!
(Pitty, em Máscara)

Toma guaraná, suco de caju, goiabada para sobremesa!
(Tim Maia, em Do Leme Ao Pontal)
 
Me amputa!
(AMJ, em Me Amputa)
 
Não me chame de branco!
(NOFX, em Don't Call Me White)

Refrães onomatopéicos:
Papa papapa papapa papa papapa papapa papa papapa papapa papapa papapa
(Roberto Carlos, em Amigo)

Pam pam pam pau! tururu turu baurim baurim ribaum bum! tururu baum bum! turi turu rau rau...
(Skank, em Formato Mínimo)

Shoo-be-doo-baracum-down, Shoo-be-doo-down-down. Shoo-be-doo-baracum-down, Shoo-be-doo-down-down. Composição de sucesso: platéia aplaude no final.
(Little Quail, em Composição de Sucesso)

Beat it laun, daun daun Beat it, loom, dap'n daun Beat it laun, baun baun
(Skank, em Garota Nacional)
 
Uabarapá, uabarapá ôôô êêê. Uabarapá, uabaraparaô!
(Capital Inicial, em todas as músicas)
 
Piores nomes de bandas que eu já vi na MTV
- Os Rodrigos
- Charlie Brown Jr.
- Baba cósmica
- Sapatos (o pior é que a banda "Sapatos" antes tinha o excelente nome "Anjo dos Becos")
- Farofa Carioca
 
Melhores frases do caetano veloso:
- "O Haiti é aqui. O Haiti não é aqui." (que é a mesma coisa do que dizer ou não)
- "Adoro cerveja, embora não beba." (que é a mesma coisa do que dizer ou não)
- "Eu não sou maluco. Eu sou malúcido, mistura de maluco com lúcido." (que é a mesma coisa do que dizer ou não)
- "Eu devoraria Leonardo Di Caprio."
- "Osama Bin Laden é um homem lindo."


 Escrito por Mascavo �s 16h25
[   ] [ envie esta mensagem ]




Diário Mascavita de viagem - Curitiba Pop Festival - Parte 2

Sábio conselho do Mascavo para você, leitor: quando ficar hospedado em um hotel que cobra muito mais do que você pode realmente pagar, faça seu dinheiro valer com o buffet do café da manhã.
 
Foi assim que eu, Neo Romantic e mais uma galera de Brasília começamos o sábado. Precisávamos chegar ao restaurante do hotel antes das 10h, horário de encerramento do café da manhã. Durante a refeição, nos perguntávamos o que teria acontecido com Ronnie Von. Será que ele encontrou uma mina bêbada o suficiente para cair na sua lábia de pedreiro? Ou, como bom gaúcho, terminou a noite mamando leite quente dentro de um banheiro químico? Nunca saberememos. E é melhor assim.
 
Devido ao frio da noite anterior, resolvi comprar um casaco com capuz, já que não tinha nada adequado. Fomos parar no shopping mais playboy de toda a região sul, o Shopping do Müller. Uma espécie de shopping Iguatemi de lá, com preços igualmente impraticáveis. Curitiba, famosa por sua arquitetura inovadora, podia caprichar mais no shopping classe A. O lugar é todo recortado. Para chegar à praça de alimentação, era preciso passar pelo estacionamento. E só havia uma escada rolante, com filas gigantes para chegar a elas.
 
No almoço, resolvi me entregar a paixão curitibana e comi pastel. Pedi um de strogonoff e um de pizza. E, mais uma vez, confirmei que é na comida que você percebe a personalidade de um povo.
 
O pastel de pizza tinha milho. Não sei como eles associaram pizza à milho, mas isso mostra que os curitibanos são estranhamente intrigantes. No pastel de strogonoff tinha batata palha! Sim, batata palha, dentro do pastel, onde foi frita pela segunda vez e virou um fiapo mole. Mas achei bacana. Devia vir com arroz, também.
 
Antes de voltarmos para o hotel, Neo Romantic precisou comprar umas paradas, o que nos fez perder um bom tempo no shopping, já que era véspera do dia das mães. Uma coisa precisa ser dita sobre o Neo Romantic: quando ele quer uma coisa, ele vai lá e compra, pouco se fodendo pro que vão pensar. E isso é uma característica louvável.
 
Fomos para o show em um táxi laranja dirigido pelo Maurício de Souza. Sabendo para onde íamos, ele fez questão de colocar um som especial. Enfiou uma fita detonada no som e começou a bater cabeça. Uma cena hilária, que valeu a viagem. Neo Romantic perguntou que banda era aquela. "Ora, você não sabe?" se espantou o pai da Mônica, como se a resposta fosse óbvia. "É Suzi Quattro!". Muito bom.
 
Maurício de Souza: desenhista, taxista e presidente do fã-clube Suzi Quattro Forever.
 
Chegamos novamente ao orgásmico lugar, quando acabava o show do Pelebrói Não Sei, uma banda muito querida em Curitiba. Dizem que o vocalista é sedutoramente pirado. Vimos ainda:
 
Ludov: É o maybees com outro nome, cantando em português. Legalzinho, bonitinho. Música que não incomoda sua mãe.
 
Relespública: MOD! Uma banda muito boa, muito parecida com Ira!, que merecia estar onde estão hoje os Detonautas e o CPM22.
 
Mombojó: Música brasileira para inglês ver. Chato, repetitivo, bobo, cheio de clichês. Se o mundo fosse habitado apenas por clubbers-playboys-que-pensam-que-são-cool, esse seria o tipo de música que tocaria no elevador. Ou na sala de espera do dentista. Mas a galera gostou, até pediu bis.
 
Frank Jorge, Flu e Wander Wildner: Foi praticamente um show só do Wander Wildner. Frank Jorge só mandou (que eu me lembre) a excelente "Tá menstruada" e o sucesso do Pato Fu "Eu" (acho que os nomes são esses). Foi de longe o show mais animado da noite, que eu curtiria bem mais se não estivesse concentrado em permanecer em um bom lugar para o show dos Pixies. Levantou a galera com clássicos gaúchos como "Surfista Calhorda", "O Dotadão deve morrer", entre outras.
 
Pin Ups: reunidos especialmente para esse evento, fizeram um showzinho fuleiro, desentrosado e cheio de pretensão. Contribuiu ainda a má vontade da galera, que queria vê-los longe dali rapidinho, para começar logo o show do Pixies.
 
Os Pixies entraram com o jogo ganho, mandando "Bone Machine". O som, que até então estava perfeito, foi aumentado e ficou um tanto embolado. Mas nada grave. O Frank Black tá cantando pra caralho, gritando sem sair do tom, como sempre fez. Ele e Joey Santiago tocaram concentrados em fazer tudo certinho, mas desencanados da platéia. David Lovering tocava com fúria, destoando do ar blasé do resto do grupo. Kim Deal ria e errava o tempo todo. Todos estão carecas, menos Kim Deal que, para compensar, está gorda.
 
Os caras tocaram tudo, até "Hey", que ficou de fora de todos os shows até aqui. Tocam exatamente como nos discos. Não há improvisos, não há energia, não há comunicação com o público. Atitudes típicas do Frank Black, que é um gordo muito escroto. Mas eles sempre foram assim e não havia nada para esperar além disso. Vê-los tocando ao vivo foi incrível.
 
Depois de quase sete horas em pé eu mal sentia minhas pernas. A galera dispersou e víamos dezenas de celulares espalhados pelo chão. Voltamos para o hotel para nos preparar para o café da manhã. Na porta do hotel, três da matina, vimos o batera do Autoramas descalço, na rua, dando chilique porque uma van partiu sem ele.
 
Enquanto comíamos quantidades inenarráveis de ovo mexido, observávamos a movimentação das estrelas da noite anterior. Vanessa não-sei-o-quê, vocalista do Ludov toda arrumadinha na noite anterior, parecia um capacho de banheiro. Todo mundo com cara de quem foi atropelado pelo Curitiba Pop Festival. Um bom choque de realidade, para nos preparamos para cinco horas de carro e uma segunda-feira paulistana no dia seguinte.
 
*Nota do redator: Se você achou esse texto longo e chato, foda-se.


 Escrito por Mascavo �s 03h26
[   ] [ envie esta mensagem ]




 

Para reflexão ao longo do final de semana:

 

"Quando for roubar uma vendinha, sempre roube mortadela"

(Dora, em Central do Brasil)

"Dê a ela o que as mulheres gostam de ganhar, aulas de banjo ou um turbante novo"
(Chefe de Polícia, em Freakazoid)

"Não há nada vergonhoso em ser pária"
(Marge, em Os Simpsons)

"Comam sempre muito açúcar"
(John Travolta, em Michael Anjo e Sedutor)



 Escrito por Sbub �s 17h23
[   ] [ envie esta mensagem ]




Diário Mascavita de Viagem - Curitiba Pop Festival - Parte 1

Diz a velha piada que o nome Curitiba vem do tupi-guarani, língua na qual "ritiba" quer dizer "do mundo". Se fosse verdade, poderíamos dizer que o cu do mundo é bem limpinho, organizado e divertido.
 
Curitiba é praticamente uma cidade cenográfica. Tudo fica em seu devido lugar. Os táxis são laranjas, os ônibus são verdinhos e param em estações que são um tubo de vidro florido. Se assemelha muito à cidade onde vivia Jim Carey em "O Show de Truman". Lugar bacana.
 
Tubo de ônibus
Ponto de ônibus em Curitiba: Ideal para cultivar flores.
 
O motivo pelo qual estivemos nesta bela cidade só poderia ser um: O Curitiba Pop Festival, mais precisamente o show do Pixies, que fecharia o evento.
 
Saímos eu e meu bom e velho amigo Neo Romantic, em desabalada carreira (sempre quis escrever isso), descendo a Régis Bittecourt em seu possante bólido disfarçado de azeitona preta.
 
Chegando lá, descobrimos que ficaríamos no mesmo hotel da maioria das bandas que tocariam no festival. Bacana. Saímos para dar um rolê pelas redondezas e bater um rango. Descobrimos que:
 
 - Curitibanos adoram pastel!
 - O bar Mignon é o inventor do pernil com verde.
 
Morrendo de fome, deixamos de lado o pastel e fomos para o Rei do Migon. Fiquei com vontade de experimentar o pernil com verde, mas deixei para depois. Precisava de algo que desse mais sustância. Comemos assistindo ao show de mímicos em plena praça central. Só faltou uma banda de peruanos andinos tocando Let It Be na flauta de pã.
 
Na volta, cruzamos com o Kid Vinil e o Miranda, também fazendo reconhecimento de campo pela cidade. O Lugar respirava rock 'n' roll.
 
De noite, fomos comer o Pernil com Verde. Só eu, porque o Neo Romantic, como todo bom romantic, não come carne.
 
Não passa de um pão de hamburger recheado com pernil desfiado e cebolinha. O curioso é que o pernil e a cebolinha não vêm misturados. Vêm lado a lado, como um sorvete napolitano. Mas é bom.
 
De lá, para a primeira noite do festival:
 
Confusão para entrar. Tínhamos ingressos para o setor A, o que significava que ficaríamos lá na frente, separados da ralé! Alto nível!
 
A Pedreira Paulo Leminsk é um lugar alucinante! Um puta buracão no meio da mata, coberto só pelo céu estrelado e banhado por um laguinho mixuruca. Fazia um frio do caralho, pro qual não fomos preparados.
 
Assistimos ao show do Sonic Jr. Fazem muita festa para essa dupla. Um cara dispara um sequenciador enquanto o outro faz barulinhos na guitarra. Vez por outra um vocal diz: "Olha o Groove!", "Sente o pancadão!". Chato pra caralho.
 
Nem lembro dos outros shows. Ficamos rodando por lá. Volta e meia conversávamos com o Ronnie Von, primo de um amigo que estava por lá. O Ronnie Von é aquele típico cara que só fala de mulher o tempo todo, se achando o cafagestão! Os diálogos eram mais ou menos assim:
 
Ronnie Von: Penteado demodê.
 
 - Ronnie Von, vc gosta de cerveja?
 - Gosto, mas prefiro mulé!
 
 - Ronnie Von, quer um salgadinho?
 - Quero, mas tb quero mulé!
 
 - Ronnie Von, vamos lá para o palco, ver o show?
 - Vamos, mais vamos ver mulé também!
 
Eu e o Neo Romantic chegamos a conclusão de que essa atitude é para disfarçar. O Ronnie Von é chegado mesmo numa vina!
 
Ronnie Von montado na vina! (vina é salsicha em curitibês)
 
Despistamos o Ronnie Von e fomos ver o show do Teenage Fanclub. Eu havia baixado umas músicas da banda dias antes e tinha achado bacana. Mas o show lembrava muito os Hanson. Também lembrava o Monkees nos momentos mais alegrinhos.
 
Enquanto assistíamos a apresentação um garçom passa no meio do público servindo Whisky! Naquele puta frio, caiu do céu. Eu disse ao Neo Romantic:
 
"Esses são dias bons! Estamos todos aqui, no meio desse lugar osgármico, sob esse céu estrelado, assistindo a um show de uma bandinha tomando whisky! Parece propaganda do Chivas Reagel!"
 
Saímos antes do show acabar, para evitar tumulto. Fomos entrevistados por uma TV local. Chegamos ao hotel e fomos dormir o sono dos justos. Como havíamos sido confundidos com as bandas que iam tocar, aproveitei para fazer uma exigência: sete travesseiros brancos!
 
Mais tarde eu conto o segundo dia.


 Escrito por Mascavo �s 12h51
[   ] [ envie esta mensagem ]




Ronnie Von

É, cara, minha mente é sábia como panthro e durante o final de semana eu simplesmente não lembrei do show. Comprei uma mesa de ping pong no sábado, fui buscar no domingo e fiquei lá, jogando.

Mas hoje eu lembrei do show e fui ler a respeito. Só está escrito que o show foi antolológico. Não poderia ser apenas bom? Não poderia ter sido em São Paulo? Não, foi em Curitiba. Foi antológico. Que puxa.

Não vou postar nada. Não vou viver feliz.

"Toda vez que entro em depressão
 Eu corto o braço e faço quibe cru
 A minha vida não é mole não
 Não é champanhe, é álcool zulu"

(Kid Vinil)

*Nota Mascavita em post sbúbico: Em breve, relatos da viagem a Curitiba!



 Escrito por Sbub �s 17h55
[   ] [ envie esta mensagem ]




Mastigar é preciso, o siso não é preciso II - post esquema Cahiers du Cinema Sbûblê

 

A outra grande vantagem de extirpar nacos de osso incrustados na gengiva, é passar na locadora ainda com uma gaze entre os dentes, pra não ter que dar papo pra mulher da locadora. Ela querendo te empurrar os filmes e você lá, sem poder falar. Aí ela te deixa em paz e pára de oferecer lançamentos quando vê você lendo a capinha de hipercubo.

Aliás, segue a crítica dos filmes dos períodos pós-cirúrgicos, de acordo com o método Sbubs de classificação de filmes:

- Hipercubo: pessoas, sem saber o porquê, estão dentro de um hipercubo e se metem nas maiores confusões. alguma tentam tirar uma lição de vida. não é tão bom quanto o primeiro (O Cubo), mas o final é mais normal. Tem uma dimensão a mais que o outro filme. Maiores confusões: nível 8. Redescoberta do sentido da vida: nível 8.

- Austin Powers e o Membro de Ouro: austin powers, a pretexto de nada, se mete na maiores confusões. Meio chato. Maiores confusões: nível 5. Redescoberta do sentido da vida: não há.

- Saída de mestre: Ladrões em planos rocambolescos, fazem perseguições em mini Coopers e a filha de um ladrão que morreu tira daí uma lição de vida. . Maiores confusões: nível 9. Redescoberta do sentido da vida: 5.

- O Grande Ditador: charles chaplin apronta as maiores confusões para salvar sua pele no esquema segunda guerra mundial. Maiores confusões: nível 8. Redescoberta do sentido da vida: 8.

- Os caçadores da arca perdida: arqueólogo se mete na maiores confusões para achar artefato sagrado lendário. Maiores confusões: nível 9,5. redescoberta do sentido da vida: nível 5.

- Mulher solteira procura: mulher desiludida no amor, encontra uma mulher pra dividir o apartamento que é a maior psicopata, se envolvendo, assim, nas maiores confusões. Maiores confusões: nível 7. Redescoberta do sentido da vida: 6.


Charles Chaplin: plágio da abertura da novela da globo, O Dono do Mundo

 

 



 Escrito por Sbub �s 16h11
[   ] [ envie esta mensagem ]




Mastigar é preciso, o siso não é preciso - post esquema Rednuht

Nas últimas duas semanas tive momentos de ausência deste blog tão popular, por conta da minha extração de siso e da simultânea ausência do meu computador de casa. Boa parte das pessoas que aqui escrevem já devem ter passado por essa experiência, menos o Mascavo que não curte os profissionais liberais do sadismo branco, quer dizer, dentistas.

A desvantagem, óbvio, é ter que ir no dentista, tomar uma injeção no céu da boca e na gengiva e ter que ouvir mais uma vez que fio dental não é uma mentira coletiva arquitetada pelo demônio para que todas as pessoas sangrem pela gengiva até morrer. A vantagem, além de não ter que ir trabalhar, é só poder comer coisas líquidas ou cremosas e não estar de dieta.

Assim, você vai no supermercado compra todas as variedades de danette e chandelle hoje existentes e todo mundo ainda sente dó de você. É justamente aí que fico impressionado. Tinha muito tempo que eu não tomava danette, nem ficava olhando as novidades do danette. Coisa de velhos rabugentos. Pois bem, hoje além do de chocolate e dos já tradicionais chocolate branco e doce de leite, você pode encontrar danette sabor alpino, sabor trufa, sabor suflair e mamão com cassis.

O sabor alpino tem o gosto que deveria ser o de trufa. Um gosto mais forte que o de chocolate e um quê de gosto de licor. Mas definitivamente, não tem gosto de alpino. O de trufa, não tem gosto de trufa. Se fosse como o alpino, teria mais a ver. Não chega a ser bom. Apanha do sabor chocolate. O de mamão com cassis até que tem gosto de mamão, mas não tem gosto de (licor de) cassis. Lembra aqueles flans velho fuleiros que rolavam nas antigas.

 

Se Willy Wonka comandasse a Chamburcy, não haveria danetes ruins no mercado

Em breve eu estarei lançamento o meu livro: como emagrecer comendo Danette. Aguardem!




 Escrito por Sbub �s 09h45
[   ] [ envie esta mensagem ]




Retardados na internet

Se tem uma coisa que eu desteto na geração tipo assim da internet é isso:
 
"E æ galéura tipu assim... num tenhu nada pra postah aki hj pq o findi foi mó deprê + msmo assm vim postah uma coiza soh prá num fikah vaziu Uhu ki jeitu d+ di iscrevê neh uh d+ soh!"
 
Ariel, Ucla, Vaaaaaamos!!!


 Escrito por Mascavo �s 22h39
[   ] [ envie esta mensagem ]





 
P�gina Inicial

Hist�rico
  01/11/2009 a 30/11/2009
  01/10/2009 a 31/10/2009
  01/09/2009 a 30/09/2009
  01/11/2008 a 30/11/2008
  01/09/2008 a 30/09/2008
  01/08/2008 a 31/08/2008
  01/07/2008 a 31/07/2008
  01/06/2008 a 30/06/2008
  01/03/2008 a 31/03/2008
  01/02/2008 a 29/02/2008
  01/01/2008 a 31/01/2008
  01/12/2007 a 31/12/2007
  01/11/2007 a 30/11/2007
  01/10/2007 a 31/10/2007
  01/07/2007 a 31/07/2007
  01/06/2007 a 30/06/2007
  01/05/2007 a 31/05/2007
  01/04/2007 a 30/04/2007
  01/03/2007 a 31/03/2007
  01/02/2007 a 28/02/2007
  01/01/2007 a 31/01/2007
  01/12/2006 a 31/12/2006
  01/11/2006 a 30/11/2006
  01/10/2006 a 31/10/2006
  01/09/2006 a 30/09/2006
  01/08/2006 a 31/08/2006
  01/07/2006 a 31/07/2006
  01/06/2006 a 30/06/2006
  01/05/2006 a 31/05/2006
  01/04/2006 a 30/04/2006
  01/03/2006 a 31/03/2006
  01/02/2006 a 28/02/2006
  01/01/2006 a 31/01/2006
  01/12/2005 a 31/12/2005
  01/11/2005 a 30/11/2005
  01/09/2005 a 30/09/2005
  01/08/2005 a 31/08/2005
  01/07/2005 a 31/07/2005
  01/06/2005 a 30/06/2005
  01/05/2005 a 31/05/2005
  01/04/2005 a 30/04/2005
  01/03/2005 a 31/03/2005
  01/02/2005 a 28/02/2005
  01/01/2005 a 31/01/2005
  01/12/2004 a 31/12/2004
  01/11/2004 a 30/11/2004
  01/10/2004 a 31/10/2004
  01/09/2004 a 30/09/2004
  01/08/2004 a 31/08/2004
  01/07/2004 a 31/07/2004
  01/06/2004 a 30/06/2004
  01/05/2004 a 31/05/2004
  01/04/2004 a 30/04/2004
  01/03/2004 a 31/03/2004
  01/02/2004 a 29/02/2004
  01/01/2004 a 31/01/2004
  01/12/2003 a 31/12/2003
  01/09/2003 a 30/09/2003
  01/08/2003 a 31/08/2003
  01/07/2003 a 31/07/2003
  01/06/2003 a 30/06/2003
  01/05/2003 a 31/05/2003
  01/04/2003 a 30/04/2003
  01/03/2003 a 31/03/2003
  01/02/2003 a 28/02/2003


Links bacanas! (�s vezes)
  Serbão
  Meu Cérebro Dói
  Mau Humor
  Allan Sieber
  Rednuht
  Rodney Brocanelli
  Bennet-O-Matic
  Cocadaboa Diário
  Capotones
  Viaje na Viagem
  Blog de nós dois
  Inconfidência Mineira
  Marcia Kawabe
  Número 12
  Opiniaum
  The Onion
  Vai trabalhar
  Estúdio Pinel
  Antipropaganda
  Blog da Bina
  Malvados
  Dr. Scholl
  Cara de Palhaço
  Mentes Ociosas
  Leo Gibran


Powered by