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Eu já sei o que quero ser quando envelhecer: um velho. Mas um velho, velho mesmo. Vou ser rabugento, reclamão, hipocondríaco, vou falar que nada vale nada e só vou falar por ditados. Nada de ser um velho new generation, do tipo A Vida é Linda, temos que aproveitar, quero viver até os 100, vou fazer taichichuan. Nada contra quem é assim, mas não é o meu estilo.
Primeiro, vou dizer que nos meus tempos as coisas não eram assim. Vou falar mal de tudo, a começar pelos meus filhos, que eu ainda não tenho. Vou ficar mandando e-mails para as fabricantes de todos os remédios que eu for tomar. E serão muitos. Também vou reclamar dos prestadores de serviço. Se aparecer um moleque espinhento para formatar o computador e deletar alguma coisa, tome bengala na cabeça. "Pimenta no cu dos outros é refresco!", vou dizer, profeticamente. Acho que não vou ser desbocado não, só nos ditados. Falar buceta sem mais nem menos, eu deixo para a Dercy Gonçalves, que certa e infelizmente, ainda estará viva.
Será importante não dar a mínima pra nada.
- Vô, lançaram um novo plano econômico!
- Vai continuar a mesma coisa. Vão-se os dedos, ficam os anéis.
- Vô, esse ditado não fez sentido
- É mesmo. Peixe morre pela boca!
Para ter estilo, será fundamental ter manias bizarras. Vou manter a minha bola de elásticos - que eu já comecei a fazer. Vou guardar em cima do armário e não vou deixar ninguém mexer. Vou botar casca de manga no freezer e dizer que é para eventualidade de um dia a família passar fome.
Vou jogar dominó com a galera na praça e sempre que alguém estiver prestes a ganhar de mim, direi "devagar com o andor, que o santo é de barro". Obviamente, estarei de boina.
Ou seja, enquanto as pessoas juntam as migalhas pela aposentadoria, eu já sei exatamente o que vou fazer com a minha, seja ela gorda ou não. Camarão que dorme, a onda leva, meus filhos!

Essa juventude não respeita mais nada!
Escrito por Sbub �s 13h24
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Do bem?!?!

Excelente!!!
Escrito por Mascavo �s 21h14
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Palavra da salvação....

Escrito por Mascavo �s 16h53
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Angélica e a Fama
Fiquei até satisfeito com o comentário-spam da Angélica aqui no Sbubs, no post sobre expressões da língua portuguesa. Nunca tinha sido vítima de tal prática. Antes, cheguei a me questionar dessa bizarrice do Uol de pedir para digitar uma palavra para garantir o comentário. Agora questiono a eficácia do sistema.
De qualquer forma, eu sugiro que toda meia-dúzia de leitores deste blog entre no blog da Angélica e coloque um comentário exatamente igual ao dela, linkando para qualquer página bizarra.
Basta copiar daqui:
Boa tarde, tô dando uma zapeada!Adorei teu canto, se puder faça-me uma visita! Estou te esperando! Beijocas!
E acessar aqui:
http://www.eu41.weblogger.com.br

Angélica, implorando por uma mensagem vazia
Escrito por Sbub �s 13h03
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Língua Portuguesa: Inculta e Com Buço
Ultimamente, tenho me intrigado com algumas expressões da língua portuguesa popular que, ao contrário da tendência, alongam ao invés de contrair a palavra.
Domingo sem ser esse o outro Nada expressa melhor uma data posterior do que isso. Pode ser segunda, agosto, fim-de-semana, mas tem que vir completo pelo "sem ser esse o outro". E é uma expressão fantástica. Se você disser "segunda que vem" ou "na próxima segunda-feira" num domingo, não vai ficar claro se é amanhã ou daqui a oito dias. Há ainda a precisa opção de se dizer o dia "quinta-feira, dia 12", mas nem todo mundo tem um calendário mental.
Chama, chama e ninguém atende Quando você liga para alguém e a pessoa, pode ser por vários motivos. Ocupado, fora da área de serviço, caiu na secretária (aliás, outra ótima expressão). Mas se você ligar e nada, não for atendido e nada disso acontece é porque chamou, chamou e ninguém atendeu. Pode conferir! Você pergunta se a pessoa ligou e ela nunca diz simplesmente "Liguei, mas não se atende" ou "Sim, mas não atendem". A resposta sempre será "Liguei, mas chama, chama e ninguém atende". E o melhor é que obedece a flexão verbal de tempo "Chamou, chamou e ninguém atende". Excelente!
Eu proponho então que a expressão entre para as gramáticas e no ensino de língua portuguesa para estrangeiros. E, se ainda der tempo, que passem a ser escritas sem separação com espaços. Nem hífens: "Terça semseressaaoutra" e "O telefone chamachamaeninguematende". Só assim poderemos ombrear os alemães na confecção e uso de palavras gigantes.
Por fim, manifesto meu desejo de voltar à baila a expressão "rock paulêra". E talvez até a expressão "voltar à baila".
Obrigado.
Escrito por Sbub �s 12h26
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Cenas que gostaríamos de ver...
Chorão em entrevista a sua tia, no Falando Francamente:

(Foi mal a montagem tosca! Preguiça!)
Escrito por Mascavo �s 22h25
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Ouça o chamado
Em Brasília, apesar de sua reputação de berço de bandas de rock, não tem uma rádio rock. E vejam que não estou falando de rádio em que só toque metal, ou alternativo. Não tem nada. Quando eu vou a São Paulo, acreditem!, fico feliz em ouvir rádio. Tem porquêras como CPM22, tem sim, mas tem menos dance, tem até menos pop. Então não sei bem o que vocês estão discutindo quando falam de Roubatanks ou The Calling. Mas podem deixar, meu preconceito com coisas novas é aguçado e vocês só fazem destilá-lo quando criticam essas bandas por aqui.
Vi esse comentário no site da Set (site da set parece frase de música do Engenheiros), e lembrei do meu coblogger Mascavo e dos comentaristas usuais do Sbubs. O cara é super-rabugento, como nós. Vejam que supimpa:
The Calling - Two
Bons tempos eram aqueles que o grunge produzia subprodutos como Bush ou Stone Temple Pilots. Dez anos depois da morte de Kurt Cobain, as cópias só fizeram ir ladeira abaixo. Caso do The Calling, uma espécie de Pearl Jam-encontra-Backstreet Boys. No segundo disco, o quinteto de Los Angeles continua fazendo (com competência, infelizmente) baladas açucaradas que nem precisam de jabás para tocar nas rádios, como bem demonstram "Our Lives" e "Things Will Go My Way". Letras que não fariam feio no programa Fama e canções para menininhas de 14 anos se sentirem um pouco rebeldes.

Não, véi, que capa mais palha!
Escrito por Sbub �s 12h38
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Vende-se música
Esse dias, andando de carro, vi uma plaquinha nos tapumes de uma construção dizendo "Vendem-se músicas", com um telefone pra contato. A primeira coisa que pensei, é que seria um compositor vendendo músicas para campanhas eleitorais. Isso seria bem provável, não fosse o fato de não haver eleições pra prefeito em Brasília, então não teria sentido.
Fiquei imaginando que o cara pode ter feito isso ou por se considerar genial e capaz de fazer qualquer música por encomenda, como o Michael Sullivan Paulo Massada. Ou que ele fez pra que alguém importante visse e escrevesse sobre a situação dos artistas, a venda da arte de maneira tão mercantilista, e ganhasse notoriedade em seguida. Ou, ainda, ele fez isso por desespero e porque precisa ganhar dinheiro de alguma forma.
Se eu fosse um cara decente, teria feito o retorno e voltaria para ver a placa direito e até ligaria pro cara, pra poder escrever alguma coisa decente neste blog. Mas eu sinto uma certa atração pelo anticlímax.

Imagem nada a ver é legal também
Escrito por Sbub �s 11h28
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