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Inferno Astral
Estou vivendo meu inferno astral. Eu não acredito nessa porra, mas todo mundo acredita. Então é o único mês que você pode, entre outras coisas, ficar de mau humor sem nenhum motivo e ainda assim contar com a compreensão das pessoas.
Quando eu era criança era maneiro: No meu aniversário eu sempre ganhava uns presentes legais, tinha festinha, essas paradas. Hoje em dia não. Você ganha parabéns, cartões fuleiros... Isso quando lembram que é o seu aniversário, o que quase nunca acontece.
Com o objetivo de resgatar o verdadeiro espírito dos aniversários, que é ganhar presentes, faço aqui um apelo: me dê um presente! Em troca, eu te dou um presente do mesmo nível no seu aniversário, prometo. Aceito contribuições de desconhecidos.
Para facilitar, escrevo uma lista de coisas que eu quero:
1 - Bateria eletronica Alesis dm5 com drum set.
2 - Câmera digital Sony F828
3 - Violão do tipo jumbo (tem que ser pra canhoto)
4 - HD de 80 giga
5 - DVD player que lê Divx da Philips
6 - Gravador de DVD pro PC
7 - DVDs de séries:
a) Temporadas de Friends (da 4ª temporada em diante, as 3 primeiras eu já tenho)
b) Episódio final de Friends (esse custa só R$ 29,00!)
c) Temporadas de E.R.
d) Temporadas de C.S.I
e) Temporadas de Seinfeld
8 - DVDs musicais:
a) A Hard Day´s Night, dos Beatles
b) Some Kind of Monster, do Metallica
c) Jimi Hendrix - The Dick Cavett Show
d) Gimme Shelter, dos Stones
e) Baby Snakes, do Frank Zappa
f) Turnê do G3 com o Malmsteen
9 - CDs:
a) Feedback, do Rush
b) Blue note plays Bacharach
c) Sonic Nurse, do Sonic Youth
NOVIDADES:
Novidades em breve aqui no Sbubs. Estou planejando a grandiosa "Semana Ivan Lins", que vai trazer homenagens e notícias sobre o ídolo maior da bossa-nova.
Além disso, teremos a série "Figurinhas escrotas execráveis" só com gente bonita e bacana! Aguardem!
Escrito por Mascavo �s 19h07
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Brasil vence Rússia no Futebol de 7
A seleção brasileira de futebol de 7 venceu nesta quinta-feira a Rússia, atual campeã paraolímpica, por 2 a 1 e terminou em primeiro lugar no grupo B do torneio paraolímpico em Atenas.Com a vitória a seleção terminou de forma invicta a primeira fase, com três vitórias em três jogos.
O Futebol de 7 é disputado por atletas com paralisia cerebral. Agora que venceram a atual campeã, os jogadores esperam mais reconhecimento e querem alçar vôos mais altos. A equipe, cuja base é o Motoboy F.C, é pródiga em revelar técnicos que, não raro, chegam à seleção principal do Brasil. Muitos dos jogadores também tornam-se dirigentes de futebol, atingindo os mais altos cargos da administração do esporte.
Segue a entrevista com o craque Doidinho Baiano:
Repórter:Vocês venceram até a Rússia. Mas, você acha que já venceu o preconceito?
D. Baiano: Não, há muito por ser feito. Os empresários e os clubes nos tratam como retardados. Não nos pagam os salários em dia, nos vendem para clubes de qualquer país e nos põe para tratar com empresários inescrupulosos. Não é porque temos uma doença, que assistimos Boa Noite, Brasil. Queremos respeito.
Repórter: E como você reagem a onda de piadas de mau-gosto nos milhares de blogs em todo Brasil?
D. Baiano: Com resignação, pois isso é puro despeito. Muitos bloggeiros gostariam de estar aqui, mas foram banidos do futebol de sete por doping. Tinham bolinho Johnny Bravo até na alma!
Repórter: E como você está se sentindo agora?
D. Baiano: Não sabia que só os jornalistas que cobriam o evento também tinham paralisia cerebral, mas isso explica a repetição dessa pergunta estúpida.
Repórter: Não entendi...De qualquer forma, muito obrigado e boa sorte nas semifinais!

Com a boca, Sr. Presidente...
Escrito por Sbub �s 13h55
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Lembro-me ainda de minha infância, de calças curtas e pés descalços. As férias com minha família e mais outras famílias, numa só algazarra , sem saber porque aquilo tudo começara e sem a atordoante consciência do fim.
Numa destas desventuras, fomos até Alcobaça, no sul da Bahia. Eu, sob meus cabelos desgrenhados e loiros, em minha tenra magreza, observava os mais velhos, admirados. Naquele verão, o que os mais velhos faziam e que me intrigava deveras era um chacoalhar displicente, porém ritmado. Todos se rendiam à dança break.
Havia concursos para os melhores dançarinos dos curiosos movimentos, misto de mímica com movimentos robóticos, cujo ápice era deitar-se de costas no chão, encurvado, e rodopiar seguidas vezes. No entanto, a execução desse passo era reservada apenas aos já escolados na arte do break.
Descobriria mais tarde que aquilo era uma manifestação da consciência étnica de um país estrangeiro, com reflexos nestas terras. Uma consciência que ganhara força na década anterior, mas que volta e meia pulsava uma nova onda, ainda que não fosse uma new wave. Foi difícil distinguir.
Superávamos, àquela altura, a metade da década de 80. Meus olhos brilhantes e infantis, registraram imagens e emoções com vivacidade presente. Há, porém, uma falha, uma dessas peças que a mente nos prega. Lembro-me da dança, das cores e da impressão que todos se importavam com aquilo. Só não consigo me lembrar quais as canções embalavam os modernos passos.
Rogo aos que lêem minha palavras, que esclareçam está dúvida. Sei que há aqui estudiosos/saudosos da década que não foi break, mas que o teve em alta estima por pelo menos um verão. Mascavo, Pati, Serbon, Neo Romantic - se vivo estiver - qual era a trilha sonora do break?

A dança do verão, calor no coração
Escrito por Sbub �s 09h06
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Depoimento
Passo 1 - Devo ser humilde e admitir que tenho um problema;
Passo 2 - Vou entender, através da meditação e do exame de consciência, que sou um depente psicológico e químico;
Passo 3 - Preciso procurar ajuda e querer ser ajudado;
Passo 4 - Tenho que enxergar que sou um ser humano e que tenho força para superar os obstáculos da vida sem subterfúgios;
Passo 5 - Necessito viver um dia de cada vez.
Mais um dia sem cheirar bolinho Johny Bravo brigadeiro. O terceiro dia de uma nova vida. Obrigado por me ouvirem!
Escrito por Sbub �s 14h00
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Eu quero ser Bizarro
Todos os dias alguém recebe um imeio de um herdeiro milionário da África do Sul que quer rachar a grana com você, alguém tenta ganhar no 21 em Las Vegas. Essa semana, foi a vez do meu amigo Mau ser engando por uma dessas terríveis armadilhas da vida.
Passeando pelo hipermercado, foi ver se tinha alguma coisa razoável naquelas promoções de R$4,90. Ora, todos sabem que lá só têm coisas ruins, mas no fim, todo mundo já parou para dar uma olhada. Mau pegou um CD escrito Queen e, numa rápida olhada, não viu nada dizendo que era um tributo. Com o filho puxando pela mão e a mulher reclamando, não pode buscar por detalhes. Ora, porque ele não poderia ter tido sorte dessa vez?
Como todos previram, ao chegar em casa, constatou que tratava-se de uma "homenagem" ao Queen, mas numa letra tão escondida, que dão deu pra ver na luz do hipermercado. Olhando mais detidamente, ele percebeu que no cantinho do CD, embaixo daquele plastiquinho que segura o encarte, estava escrito "Couver Version"(sic). Depois ele veio me contar o que tinha feito. Quando ele me contou que tinha uma música chamada "I Want to be Freak" eu decidi que precisava ter acesso a tal obra prima.
De fato, I Want to be Freak é como eles chamam I Want to Break Free. Supimpa! Mas ouvi o disco e infelizmente, eles cantam "I Want to Break Free". O cara que canta até sabe falar inglês. Mas fiquei com a certeza que o disco deveria se chamar "Queen sem Guitarra". Todos os solos e riffs ou são suprimidos ou são substituídos por um sintetizador. Imaginem "We Will Rock You", a primeira da grande homenagem, sem a guitarra. E tenho certeza que a bateria é eletrônica. Pura emoção.
O disco segue com "I Want to Be Freak" (preciso parar de rir). Nessa tem o sintetizador no lugar da guitarra e não se canta a parte "But life still goes on". Não tem e pronto. Acho que foi uma versão mais artística. Another On Bites the Dust tem baixo, mas em "Somebody to Love" eles pularam os vocais agudos. Crazy Little Thing Called Love foi certamente tocada numa roda de violão, porque o violão é a única coisa que se ouve. O disco segue este ritmo tão pulsante até atingir o ápice na última música o "Mega Queen Medley" Que começa com Bohemian Rhapsody, passa abruptamente para We Are The Champions (acho que é o melhor "couver" do disco") e finaliza com We Will Rock You. Sim, a última parte da última música é igual a primeira música. E também não tem guitarra. Genial.
E, Mau, finalmente você terá um disco digno de ficar ao lado do seu CD autografado do Falcão! Valeu!

Queen: I Want to Be Freak!
Escrito por Sbub �s 13h23
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