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Despedida de quarto de solteiro
Grandes filósofos do passado já perderam seu precioso tempo sem Internet buscando coisas perfeitas. Pedras filosofais, um elemento que transformasse tudo em ouro. Morreram sem achar nada, pobrezinhos.
Se já tivessem inventado a adolescência na antiga Grécia, alguém teria se debruçado em bolar um quarto de adolescente ideal. A perfeição seria atingida com uma TV na frente da cama, uma cama grande, TV a cabo, videogame da atual geração, computador, bateria, som, DVD e ventilador. Também haveria condicionais para tornar o quarto perfeito, como bastante espaço para não ter que organizar nada e alguém que o arrume pra você.
Claro que se um jovem Sócrates tivesse imaginado tamanha perfeição, na certa que ia tomar cicuta antes dos 16, por imaginar que nem o mais sábio dos sábios poderia oferecer-lhe entregar aquilo antes de uns dois mil anos e adolescentes não esperam tudo isso sem envelhecer.
Bem, ele que se foda. Eu quase atingi a perfeição, exceto pelo período. Só atingi o nirvana quartal na pós-adolecência, mas com a vantagem que eu soube dar valor.
Hoje, depois de 5 anos redimensionando o conceito de um retângulo perfeito, tirei minhas roupas e meu som de lá, sem saber se no meu próximo lar terá lugar para tudo. Desmontei a batera – que não vai - e o computador. Eu o fiz com consciência, sim. Não me arrependo. Mas quis deixar minha homenagem ao cômodo mais cômodo, ao ambiente que era meu habitat natural.
“E só de te ver, eu penso em trocar a minha TV num jeito de te levar pra qualquer lugar que você queira ir, onde o vento for.” (Los Hermanos)
Escrito por Sbub �s 23h51
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Além de vícios de linguagem
Já denunciei aqui, tempos atrás, a mania da palavra/expressão dupla. Reparei por esses dias num outro vício das pessoas que tentam/procuram escrever formalmente/polidamente. É o "além de". Também não sei de onde veio isso, mas acho legal. Acho que deveríamos escrever mais. O "além de" vem sempre discreto em frases como:
"Além de auxiliar no pagamento das dívidas, o financimento pessoal pode..."
"Além de agradável, o ambiente é também ameno..."
Vamos exaltar o "Além de". Sugiro que se use nas frases mais triviais do dia-a-dia. Vou colocar aqui algumas que usamos sempre e convertê-las para maximizar o uso do "além de".
Vou querer arroz e feijão - "Vou querer além de arroz, feijão"
Vou e volto de ônibus - "além de ir, também vou voltar de ônibus"
Ronaldo e Adriano marcaram para o Brasil - "além de Ronaldo, Adriano também marcou para o Brasil".
Vou escovar os dentes e dormir - "Além de escovar os dentes, vou também dormir".
*Mascavo, postando a partir do login do Sbub porque é mais fácil.
Escrito por Sbub �s 11h07
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Parreira diz que jogo contra a Argentina foi quase perfeito
Mesmo com toda a torcida brasileira frustrada por ver a seleção tomando um baile da Argentina, Carlos Alberto Parreira deu uma estranha declaração: "o jogo foi quase perfeito". Os resultados anteriores do time de Parreira e a medicina explicam.
Parreira foi o técnico que mais empatou com a seleção brasileira. Ficou conhecido, à época das eliminatórias para o mundial dos Estados Unidos, em 94, pela frase: "o empate é um bom resultado". O tempo mostraria que ele tinha razão, já que ganhou a competição empatando no final.
Médicos como o Dr. Sérgio Serbônico, professor da Faculdade de Medicina Maximiliano Araújo, afirmam que Carlos Alberto Parreira sofre de Transtorno Obsessivo-Compulsivo, o popular TOC, que tem entre suas vítimas Roberto Carlos (o cantor, não o lateral), Luciana Vendramini e o Presidente Lula.
"A manifestação do TOC de Parreira é através de um dos mais comuns sintomas de quem sofre dessa doença. A mania inquietante por simetria. As coisas precisam estar sempre equilibradas, simétricas. E aí se inclui os resultados dos jogos" esclarece.
Dr. Serbônico explica ainda que nota-se uma evolução no quadro clínico de Parreira, já que vencer uma partida já não o deixa tão nervoso. Desde que o time perca pelo mesmo placar depois. "Por isso ele ficou aliviado. Ele sabe que agora basta perder de 1 a 0 na estréia da copa das confederações que o saldo de gols finalmente ficará equilibrado", conclui o médico.
Retranca A revelação de que Parreira sofre de TOC também esclarece outras manias até então inexplicáveis do técnico: os números pares em todas as posições do campo: dois zagueiros, dois volantes, dois laterais, dois meias e dois atacantes, sempre.
A retranca, esquema tático preferido por Parreira, também é justificada pela doença. O esquema consiste em ensaiar muito bem os pares de defensores para fazer linha de impedimento enquanto o par de volantes procura conter a bola na intermediária. Enquanto isso, o par de meias e o par de atacantes se viram como podem para tentar receber a bola marcar gols.
Dessa forma, fica muito difícil para ambos os times marcarem gols, mantendo o zero a zero até o fim. É o placar preferido de Parreira.
Alguns amigos mais próximos do técnico estão tentando incentivá-lo a estudar um pouco e se modernizar, para quem sabe trabalhar na europa, como seus colegas Wanderley Luxemburgo e Felipão. Parreira até gosta da idéia, mas prefere se manter retrógrado e superticioso, para manter a paridade com Zagallo no banco.
Escrito por Mascavo �s 14h09
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