Porto do Despero (ou Port of Desespeer) Cap. XV

Vejam, leitores, esta é uma novela interblóguica. Vai passando de mão em mão, até que a galinha enche o papo. Esta é a segunda vez que ela está no Sbubs. Na primeira, na voz de Mascavo. Agora, está sob minha responsa. Não deixe de pular de blog pra blog e acompanhar este romance cheio de aventuras e emoções que vai conquistar você!!

Capítulo I a carne
Capítulo IIo serviço
Capítulo IIIo noivado
Capítulo IVa encruzilhada
Capítulo Va malvada
Capítulo VI os paquistaneses
(ou Não se pode achar açafrão no meio de uma noite de tempestade de neve)

Capítulo VII a virgem celestial
Capítulo VIII as contas
Capítulo IX a notícia
Capítulo X o flashback
Capítulo XIo fantasma
Capítulo XIIo cheiro

Capítulo XIII O fantasma Explicativo do Ministro da Economia do Canadá
Capítulo XIV – Até parece, Ministro!

 

Cap. XV - O Detetive

No quarto de hotel vagabundo, Daniel prostrava na cama recapitulando as coisas que passou desde que recebera o telefonema informando que mariana estava no hospital, em coma. De lá cá, tudo era um turbilhão. Ele acreditava em Mariana e sentia-se traído, embora ainda atraído por ela. Ele não acreditava em fantasmas – muito menos explicativos - e agora que vira um, pensava em como fazer o que ele mandou. Ele acreditava que aquele curso rápido de inglês era ótimo e ele descobriu que não dava pra se comunicar tão bem, nem pra entender o que se passava na TV.

Aliás, checando mentalmente, não conseguia se lembrar de ter falado com ninguém em inglês: mostrou o papelzinho pro táxi, falou com a Mariana, a recepcionista do hotel era dominicana – e espanhol ele falava muito bem, ainda mais depois da passagem por Barcelona. E o Fantasma do Ministro da Economia do Canadá? Que língua ele falava? Não conseguia se lembrar. Era como se fosse um sonho...

Sacudiu a cabeça, afastando os pensamentos. Sentou-se na beira da cama, cotovelos sobre os joelhos, cabeça nas mãos, dedos passando no cabelo. Decidiu-se: não dava mais pra voltar do Brasil sem esclarecer tudo. Para descobrir tudo, ele teria que seguir pistas e pistas ele não tinha. E nem era detetive para achá-las. Toda a experiência detetivesca de Daniel era jogando Detetive e agora ela não podia levantar a mão e dizer: foi a Dona Violeta, com o castiçal, na biblioteca! Agora a confusão era real, parecia envolver gente importante e as únicas dicas que ele possuía foram passadas por um espírito ou coisa que o valha. “I see dead people!” pensou, esboçando um riso e se levantado para sair. Era preciso ir ao hospital, pegar o paquistanês.

Desceu, sorriu para a dominicana “¿Que tal?”, saiu na rua e pegou o táxi que estava estranhamente parado na frente do hotel.

- Hospital, please. – disse, orgulhoso da pronúncia
- Which one?
- No, hospital.
- Quel hôpital?
- I don’t speak French. – disse, perdendo a paciência
- So, which hospital do you wanna go?
- Yes, hospital.
- Ok, but which one?
- Porra, vai logo pro hospital! – disse, esquecendo de falar inglês
- Ué, você é brasileiro?
- Sou!
- Que ótimo, eu também. Pra qual hospital você quer ir?
- Não sei... ele não me disse qual. Onde as pessoas são levadas no caso de uma explosão?
- Hospital de queimados.
- Toca pra lá, então.

Chegando ao hospital, Daniel não sabia que estratégia seguir. Perguntar por um paquistanês seria estranho e era melhor não levantar suspeita. Entrou olhando pra frente, com se conhecesse o hospital. Virou no primeiro corredor, viu uma porta grossa e entrou. Era a porta da escada. Subiu até o andar seguinte, voltou aos corredores e passou a andar aleatoriamente, sempre olhando de soslaio para dentro dos quartos. Já estava para desistir quando ouviu uma risada alta e violenta. Voltou-se e espiou no quarto. Um homem, sem as pernas, acariciava uma mulher estonteantemente feia. “É ele!”, Pensou, lembrando da terceira ou quarta explicação do Fantasminha do Ministro camarada. “Preciso de uma estratégia”. Não pensou em nada. Ouviu passos vindo em sua direção. Olhou no relógio e achou que estava tarde. Lembrou que em Detetive não era necessária nenhuma estratégia pra ganhar o jogo, o jogo da estratégia era War e ele não tinha dados. E depois de bolar uma estratégia, ainda teria que passar a estratégia pro inglês. Sentindo uma gotinha de suor escorrer por suas costas e entrar no rego, arrepiou-se, inflou o peito, entrou no quarto decidido e pôs em prática sua estratégia brilhante:

- You! Come with me. – disse apontando para o meio homem e depois para si.
- What? – Espantaram-se o paquista e a feiosa.
- Yes. It is necessary. – Foi difícil falar necessary.
- Who are you? – perguntou o paquistanês, ficando zangado de não ter uma granada ali.

Daniel ficou um tempo em silêncio. Estava contente de estabelecer um diálogo em inglês, mas precisava concentrar-se em responder.

- There is no time to explications.

Os dois o contemplavam e Daniel percebeu que explication não era explicação em inglês. E veio o lampejo:

- My name is Zeca.

Azhad consentiu com a cabeça e a monstrinha a qual ele estava se esfregando o colocou na cadeira de rodas e eles seguiram Daniel.


Sou um blogueiro solitário e não tenho para quem passar a bola. Então, eu devolvo para a Anânima que pariu Mateus. Toma o que Deus lhe deu.




 Escrito por Sbub �s 15h26
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Porto do Desespero - Cap XIII

Seguinte, tem essa novelinha sem pe nem cabeca que cada um escreve uma parte e o serbon me pediu para escrever a minha, sabendo que eu nao digo nao para os meus amigos. Os capitulos anteriores sao esses.

Capítulo I a carne
Capítulo IIo serviço
Capítulo IIIo noivado
Capítulo IVa encruzilhada
Capítulo Va malvada
Capítulo VI os paquistaneses
(ou Não se pode achar açafrão no meio de uma noite de tempestade de neve)

Capítulo VII a virgem celestial
Capítulo VIII as contas
Capítulo IX a notícia
Capítulo X o flashback
Capítulo XIo fantasma
Capítulo XIIo cheiro

E esse aqui e o meu:

Daniel ainda tentava se recuperar do trauma de ver a cabeca de um morto. "O que pode acontecer de pior", perguntava a si mesmo. Nao devia ter perguntado. No instante em que se virou se deparou com

O FANTASMA EXPLICATIVO DO MINISTRO DA ECONOMIA DO CANADA

"Seguinte, Daniel", dizia o ministro:

- Alguem me matou mas um anjo com sotaque arabe apareceu e disse que eu podia salvar minha vida se tambem salvasse a vida de um paquistanes moribundo no hospital!

- ha? o que? como?

- E... parece complicado mas e simples. O partido conservador americano contratou um escroque chamado Zeca para destruir algumas coisas na Espanha, para implantar o terrorismo na Europa e conseguir o apoio da Uniao Europeia nas negociacoes da OMC.

- escroque? O que?

- Isso, escroque... ai o cara contratou uns paquistaneses para fazer o servico, mas deu merda, os paquistaneses queriam matar o escroque, que fugiu aqui para o Canada.

- mas hein?

- Esse escroque tinha um amigo na espanha, que era um gigolo frustrado, chamado Roberto. O pobre Roberto cometeu os dois maiores erros de um gigolo: achou uma vitima que no fim era pobre, e depois se apaixonou por ela.

- mas... mas...

- Calma, eu chego la. Ai o tal roberto estava devendo uma grana para um amigo e resolveu fugir tambem para o Canada e ficar na casa do Zeca.

- Sorte do Zeca. Ele precisava de alguem para matar Antoine, o policial que descolou o visto de residente permanente pra ele, pois ele nao tinha o dinheiro para pagar o servico. Ai foi facil.. ele mandou o cara ir falar com o Antoine e disse para o Antoine dar em cima da mulher que estivesse com ele. Sabendo que Roberto era apaixonado pela menina, tinha certeza que o bobao ia matar o coitado.

- mas como assim? o roberto... o roberto...

- E, presta atencao! Ai o Zeca ainda deu um esporro no Roberto, transformando a atitude num debito de honra dele. E aproveitou para mandar o pobre coitado dar cabo dos paquistaneses que vieram para mata-lo.

- e, mas..?

- o problema e que eu conheci a mariana num festival de comedia em Halifax, e fiz a asneira de contar pra ela a historia toda. Eu fui o intermediador entre o governo americano e o escroque. Como vc acha que eu me tornei ministro da economia do canada?

- Halifax? Comedia?

- E, vc ja viu? E otimo! Entao a Mariana comecou a me chantagear e eu resolvi, obviamente mata-la. Mas o Zeca descobriu, foi mais rapido e mandou me matar, para que eu nao interrompesse o trabalho dela e do roberto de matar os paquistaneses.

- Enquanto isso, os paquistaneses tomaram um porre de apple cider com gelo e cerveja Rickards, e acabaram se explodindo num restaurantezinho em montreal. Vc sabe, essas coisas so acontencem no Canada Frances...

- Ha??? Apple Cider? Rickards?

- E, vc sabe, a cerveja grandiosa... Bom eu me arrependi disso tudo obviamente e jafaz tempo contribuo para um Canada melhor. O Zeca e o grande vilao nisso tudo. A mariana e um sacana, mas ela e o roberto estao sendo usados pelo Zeca.

- sim, mas...

- depois disso tudo, foi ai que o anjo apareceu, me esclareceu tudo e me deu uma missao. Salvar o paquistanes da morte no hospital!

- o que? Anjo? paquistanes?

- Isso! Agora tudo faz sentido, nao?

- Na verdade...

- Bom, eu vim falar com vc, porque vc esta envolvido nisso tudo e precisa me ajudar. Vamos tirar o paquistanes do hospital e leva-lo para Vancouver, no Hotel Ramada, que fica na rua Pender, em frente a uma propaganda da cerveja Brahma.

- O que? Brahma?

- Isso, e uma cerveja brasileira, vc deve conhecer. Ai e so deixa-lo la, que ele vai estar seguro. Alem disso, vamos deixar essa fita de video que vai esclarecer toda a historia para a Mariana e o roberto, que vao querer matar o zeca. Ai a policia pega eles todos e tudo se acaba. E eu vou poder ressucitar!

- Ressucitar? Anjo? Vc ficou maluco?

- Calma Daniel... se vc nao entendeu... eu vou contar de novo...

So posso passar a bola pra Vanessa, ne...

Anuncio da Brahma, em frente ao hotel Ramada



 Escrito por Mascavo �s 00h39
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Sarcasmo tem limite

Aprenda uma coisa: nunca faca brincadeira com alemaes falando da segunda guerra. Eles nao levam na brincadeira.

Existe uma rivalidade alemanha-franca, assim como brasil e argentina.

Eu estava fazendo piada, dizendo para o alemao que e estranho que eles nao gostem da franca, uma vez que a uns 60 anos eles estavam tentando ocupa-la. piadinha leve e mesmo assim o cara ficou bem magoado.

Precisei pedir desculpas. E ainda ouvir ele falando que brasileiros nao tem nocao, que piada tem limite, bla, bla, bla... Damn!

Aposto que ele se saiu sentindo superior depois dessa. Foi assim que comecou!



 Escrito por Mascavo �s 23h37
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Puxa pra empurrar

Como disse a Emily nos comentarios anteriores, aulas de pronunciation sao realmente proveitosas. Ja consigo enganar os balconistas do seven eleven e ate zoar com a cara do sotaque dos indianos.

Mas brasileiros deviam ter aulas especificas de push-pull.

Explico: push, em ingles, significa empurre. E pull significa puxe. Toda vez que tenho que abrir uma porta (o que acontece todos os dias, pois num pais frio, lojas, restaurantes e escolas de ingles tem portas fechadas) fico 10 segundos em frente a ela tentando lembrar o que "push" ou "pull" siginifica mesmo:

"mmm... vamos ver, push e puxar em portugues, entao em ingles pull deve ser empurrar, entao..."

Geralmente eu acabo fazendo a coisa errada. Mas em um mes eu acabo me acostumando.

O pior vai ser chegar no Brasil e passar mais um mes fazendo a mesma coisa.



 Escrito por Mascavo �s 00h14
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