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A obra imortal de Laerte Coutinho: evolução do discurso e início da fase filosófica
Publicado antes do ano 2000, o Homem Catraca representa o primeiro turning point na produção de Laerte. É o marco da maturação psicológica que culminaria, anos depois, na fase ascética. Sua realidade empírica permanece, pois, como condição de todas as experiências. Mas a realidade absoluta não se pode conceder ao tempo.

Homem catraca
Em 02/07/2001, Laerte publica a primeira tira de Equus. Com isso demonstra que o tempo não é real como objeto. Mas, se ele mesmo ou um outro ente eqüino pudesse perceber-se sem esta condição da sensibilidade, estas mesmas determinações que nós nos representamos atualmente como mudanças nos dariam um conhecimento em que não se encontrará mais a representação do tempo, nem, por conseguinte, a de mudança, não existiriam.

Equus
Entre 21 a 25/05/2002, é publicada a seqüência “Ninho de mafagafos (caipira, francês, espanhol, inglês, italiano)”. Neste ponto, Laerte expressa a “realidade” de uma coisa com mais segurança que a sua possibilidade, porém não mais “na coisa” ; porque a coisa não pode conter nunca na realidade mais do que estava contido na sua possibilidade completa. Mas como a possibilidade era apenas uma “posição” da coisa em relação ao Entendimento (no seu uso empírico ou em diversas línguas), a realidade é, ao mesmo tempo, o encadeamento da coisa com a percepção.
Ninho de mafagafos - espanhol
Assentado isto, Laerte concebe idealisticamente toda a realidade, tanto espiritual quanto material, como uma produção do eu. Trata-se, naturalmente, de um eu universal, absoluto, transcendental, isto é, Eu puro, de que o eu empírico, os diversos "eus empíricos" seriam concretizações particulares, no tempo e no espaço. Nesses eus empíricos, e unicamente neles, o Eu puro vive, opera, desenvolve-se, em um processo infinito, ético, em que está a sua divindade infinita. Para resumir os meandros desta conclusão e permitir dar um passo atrás para, em seguida, dar dois passos adiante, Laerte propõe “café bucólico”

26/03/2003 – Café bucólico
Depois de café bucólico, Laerte conduz a preocupação com o surgir da sensibilidade. Com ela, nasce no universo a consciência espiritual, começa o desenvolvimento do espírito humano, que é um progresso, uma continuação com respeito ao desenvolvimento da natureza. É o que pode-se ver claramente na trilogia “Patas de siri”. Aqui, o terceiro capítulo da trilogia, que encerra os significados deste período da obra laertiana.
20/07/2004 – Patas de siri

Patas de siri 2
O prenúncio de uma mudança perene é vislumbrado em 20/10/2004 – autosushi. A unidade, a identidade profunda entre natureza e espírito deveria, segundo Laerte, ser aprendida pela intuição estética expressa na obra de arte, que é a obra do gênio. E o gênio se encontra só no campo estético, não no científico. Unicamente o gênio artístico atinge e revela o artista misterioso que atua no universo.

Autosushi
Neste ponto, os problemas se dão em virtude de Laerte estabelecer a possibilidade de sensificação como uma condição necessária da validade objetiva, restringindo este conceito na mesma medida em que torna então o significado objetivo de um juízo dependente de sua referência objetiva em um domínio sensível – e, em última instância, mesmo empírico – de interpretação. A esta restrição, segue-se “07/03/2005 – continua”

Continua
“Continua” marca a mudança definitiva, cujos lampejos de Homem-Catraca, Ninho de Mafagafos e Auto-sushi prenunciaram. Marca o início da assim chamada “fase filosófica” do escritor e que permite conceder que, ao sonharmos, no ‘ato’ mesmo, aplicamos categorias, e não apenas em juízos reflexivos sobre sonhos ou cartuns que tenhamos tido. A questão que então se coloca é se a escolha foi fortuita ou proposital, isto é: um juízo feito em uma tirinha é um bom exemplo de um juízo de percepção? No que é relevante para os quadrinhos, não é apenas seu status de irrealidade, mas o fato de que tomamos o mero produto da nossa imaginação por realidade, quer dizer, uma síntese de representações que segue regras subjetivas no sentido empírico do termo é tomada por uma síntese de representações determinada por regras a priori de modo a constituir objetos independentes das representações subjetivas. Se esta análise está correta, as tirinhas de Laerte a partir de 07/03/2005 pertencem à classe dos juízos de experiência indevidamente formulados, ou seja, juízos cuja pretensão à objetividade não pode ser resgatada, e não à categoria dos juízos de percepção: juízos sem pretensão à objetividade.
A tendência da obra laertiana seguiu com exemplares da fase filosófica até fins de 2007, quando arrefeceu, sendo retomada pouco tempo depois com o vigor habitual e perdurando até os dias atuais. As mais recentes reflexões permanecem carentes de uma análise mais profunda e crítica.
Escrito por Sbub �s 14h44
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Flashbacks
Se eu pegasse uma máquina do tempo e voltasse vinte anos, encontraria a mim mesmo com oito anos de idade. Ia olhar pra mim mesmo e explicar que, daqui a vinte anos, as pessoas comprariam coisas nas lojas pelo computador. E que eu mesmo (ou ele mesmo daqui a vinte anos) faria isso com tranqüilidade. Que muita coisa ia mudar, que eu ia engordar uns gramas de lá pra cá, mas que daqui a vinte anos ele estaria ligando um computador e comprando um gibi de capa dura no próprio cartão de crédito.
Claro que não parece muito pra alguém da minha idade, mas tenho certeza que meu eu passado ia se orgulhar do eu futuro. Por via das dúvidas, eu ia levar meia dúzia de números e diria a ele para guardar por alguns anos.
Talvez eu pudesse dar outros conselhos, mas o Efeito Borboleta e o Vovô Simpson alertam: quando voltares ao passado, não mexa em nada, pois isso pode alterar radicalmente o futuro. Ok, Vovô e Borboleta, não se preocupem. Eu não tenho a máquina do tempo mesmo e minha torradeira está funcionando normalmente. Já que não posso voltar no tempo para tranqüilizar o pequeno Sbub, deixo aqui a recomendação aos presentes.

Piratas do Tietê Vol. 1

Piratas do Tietê Vol. 2
Escrito por Sbub �s 10h00
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Televisores com imagem de alta definição para quem precisa, televisores com imagem de alta definição para quem precisa de televisores com imagem de alta definição!
Pai Lagarto, o Grande Patriarca, me disse recentemente que em lojas de TVs caras sempre está passando desenho animado, nunca Jornal Nacional. Isso porque pra você achar a imagem bonita e colorida, é preciso que o programa também seja assim, senão você vai perceber que pra assistir jornal, novela, Big Bothering e programas de auditório, sua TV já tá boa demais.
Com a recente transmissão de imagens de alta definição na TV brasileira, os televisores que já vem com recepção para tais imagens já estão venda nas melhores e piores magazines. O mais legal é que ela não transmitem nem desenhos animados, já que os DVDs já são comunzões e teriam o mesmo efeito das outras TVs de plasma e LCD. Nessas TVs passam coisas ótimas como corridas de balão e imagens de aquário. Jóia, hein? Você troca seus programas com conteúdo divertido, por imagens completamente entediantes, para observar como sua TV é colorida e feliz.
Por isso, sugiro que a programação das emissoras seja adaptada para esta realidade contagiante. Idéias como fazer um Big Brother Brasil no fundo do mar ou Vale a Pena Ver a Corrida de Balões de Novo são ótimas formas de valorizar a potencialidade das novas TVs e manter o conteúdo instrutivo da nossa rica programação de TV aberta.

Se pelo menos tiver um balão de cabeça de Smurf já vai ser mais legal.
Escrito por Sbub �s 10h37
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O Serbon está prestando um serviço da máxima utilidade pública em seu blog. Ele resolveu juntar uma regravação para cada música dos Beatles na seqüência exata de cada música, de cada álbum. Confesso que é algo que eu tinha pensado em fazer o mesmo, mas não de maneira concreta, sim como algo impossível de ser feito, mas que seria muito maneiro. O Serbão não. Serbão fez!

Deve ter sido o Serbão, Manolito! O Serbão faz!
(Tirinha do Quino. Versão digitalizada retirada do fenomenal Clube da Mafalda)
Escrito por Sbub �s 10h07
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Top 5 clipes de músicas de filmes
Agora que a MTV virou um programa Sílvio Santos amador, a coisa legal da TV para ver quando não tem nada passando (o que é muito freqüente) é o VH1 (que é da MTV). É bacana porque passa clipes o tempo todo, inclusive no intervalo. Ainda mais porque eu não tenho em casa, então não enjôo logo.
Este final de semana, estava passando “Os 60 melhores clipes de trilhas sonoras”. Eu só peguei a partir do 15º, que era a música da Madonna para “Procura-se Susan Desesperadamente”. Daí pra frente, os caras escolheram todas as músicas que estão no LP “O Melhor do Oscar”: Karatê Kid, Top Gun, Flahsdance, Footloose..., intercalados com clipes realmente fantásticos como o de Eye of the Tiger (12) e Bohemian Rhapsody (11). Então, pra mim ficou óbvio para eles o primeirão seria Titanic. Para minha supresa, Titanic ficou em segundo e um Mix de Grease ganhou a parada.
Eu pedi e ganhei um "Melhor do Oscar 2" no meu aniversário de 9 anos.
Baseado nisso, pensei no meu próprio Top 5 Clipes de Trilha Sonora
5 – Grease MegaMix – Grease: Nos Tempos da Brilhantina
4 – Rock and Roll High School, Ramones – Rock and Roll High School
3 – Eye of the Tiger, Survivor - Rocky
2 – That Thing You Do, The Wonders – The Wonders
1 – Bohemian Rhapsody, Queen – Quanto mais Idiota Melhor
Escrito por Sbub �s 10h25
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Força, Mascavo!
O Sbubs é um site coletivo. Assim como a fantástica dupla Mille e Vanille, aqui eu e o Mascavo fingimos escrever. Porém, para leitores recentes do Sbubs, com poucos menos de seis meses, está afirmação causa estranheza. Afinal, não se vêem muitos posts Mascavitos ultimamente. Senão vejamos (resolução de começo de ano: usar “senão vejamos” em todos os posts possíveis):
- O último post registrado é de 28/10. O post não é muito autoral, a mensagem e a graça do post são trasmitidas mesma pela dedicatória por ele recebida. É como regravar uma música que ainda está fazendo sucesso;
- Antes deste, há um post em 17/10, sintomaticamente chamado “Como ressucitar um blog”. Este post sim é engraçado. Mas trata-se de um “cata-corno google”, uma ferramenta utilizada por vários blogs e pelo Malvados para atrair novos visitantes. É como gravar um álbum acústico;
- Antes disso, em 30/07, Mascavo fez um post chamado “Mulheres que amamos”, onde há apenas uma foto. Post que consistem apenas de uma foto seriam mais adequados a fotologs.
- 17/07. Nesta data Mascavo faz uma comparação entre um atleta do Pan e o Mané Galinha. Engraçado e autoral. Mas é um post com 40 caracteres. Então é praticamente um SMS.
- 07/07. O longínquo sete de julho marca o último post autoral, engraçado, de tamanho decente e não-requentado de Mascavo. Cinco meses se passaram desde então e Mascavo parece mergulhado na letargia do bloqueio criativo que já atingiu tantos grandes artistas como Renato Russo, Oscar Wilde e Clodovil.
Como um co-blogger solidário, faço esta mensagem em apoio à situação periclitante pela qual passa Mascavo. Mascavo, não desista. Seja forte.
Todos aqueles que se solidarizarem com esta campanha, podem enviar mensagens em powerpoint para o endereço mr.sbub no gmail.com. As mensagens podem ser bonitas ou tocantes ou ter fotos de cachoeira ou lições de vida ou texto da Lya Luft ou piada do Costinha. Tanto faz. O importante é participar. Eu os encaminherei ao e-mail dele. O Mascavo e sua família ficarão gratos pela sua solidariedade.

Mesmo grandes artistas precisam de apoio em momentos difíceis como esse
Escrito por Sbub �s 09h58
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Alô, criançada, o Bozo chegou!
Recentemente fui a uma confraternização onde as pessoas eram recebidas por drag queens. Pra quem não sabe o que é Drag Queen, antes de tudo, parabéns. Drag Queen é um homem de se veste de mulher, mas de forma escandalosa. Que eu me lembre, essa história de drag queen é do começo dos anos 90, quando a Isabelita dos Patins apareceu no Programa Legal e sairam filmes como "Priscila, a Rainha do Deserto" e "Wong Foo", que colocou o Patric Swayze e o Wesley Snipes vestidos de mulher.
Nas festas atuais, as drag queens criticam as mulheres que chegam, abraçam e beijam os homens, balançam leques, essas coisas de drag queen. Eu já tinha visto o emprego de drag queens em festas de formatura, quando a banda toca clássicos gays dos anos 70. As drags descem do palco e dançam, pegam homens pra dançar e por aí vai. Mas o que me chocou foi um tio meu mega-conservador, (era do PDS, façam idéia) que me convidou para a festa de ano novo. Ia ter tudo: comida, bebida, fogos de artifício e...drag queen! Porra, se até ele acha que uma boa festa precisa de uma drag queen, possivelmente isso deve ser um tipo de moda.
Observando este movimento, pude chegar a seguinte reflexão: drag queens nada mais são do que palhaços. Ambos usam roupas espalhafatosas, são convidados para animar festas (muda só o público) e sua maior arma para fazer os outros rirem é abordar pessoas que parecem desconfortáveis na presença delas. Quando um palhaço aperta uma flor que joga água na sua cara, as pessoas riem de você estar molhado, não do fato de sair água da flor. Do mesmo jeito, quando uma drag marca a bochecha de uma pessoa com batom roxo, ninguém acha isso engraçado em si. Engraçado é a pessoa não querer o beijo. A recusa em subir ao palco com um palhaço ou a dançar com uma drag queen também são motivos de zombaria. Enfim, o trabalho de um e de outro é constranger pessoas para que outras pessoas se divirtam. Tudo bem, cada um com seu trabalho.
Após a comparação bem sucedida, isso me pareceu tão óbvio, que achei que nem devia escrever. Mas parece que atualmente considera-se que contratar uma drag queen para uma festa é algo mais descolado e mais divertido que se contratar um palhaço. E não é. É igualmente brega e igualmente sem graça.

Priscila, a Rainha do Deserto
Escrito por Sbub �s 16h31
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