México gostoso
Um post gigante

Com a globalização, os hábitos e a cultura de todos os países estão ficando cada vez mais parecidas. Você pode viajar para qualquer lugar e assistir as mesmas coisas na TV a cabo, o que é bom para quem acompanha as séries. A desvantagem é que você pode viajar milhares de léguas e achar que só foi para o bairro ao lado.

Recentemente estive em missão antropológica no México, com a tarefa de identificar as principais diferenças entre o gigante latino-americano do norte e o do sul. Os resultados foram im-pres-sio-nan-tes (ler com a voz do Sérgio Chapelein).

Os aeroportos são um dos frutos mais evidentes da pasteurização. Os mesmo táxis querendo te roubar, pessoas querendo carregar suas malas, restaurantes meio típicos, meio americanizados, preços nas alturas. Até uma mulher veio me dizer que precisava de dinheiro e quantificou: 40 pesos. O foda de ter cara de turista é isso, neguinho acha que é só chegar e pedir quarenta pesos, porque precisa conpletar a passagem. Minha vontade foi dizer: se liga minha tia! Mas utilizei o boa e velha cara de "ficar devendo hoje, chefe" que sempre faço para os guardadores de carro. Foi uma bela comunicação não-verbal e um exemplo de como os portugueses devem ter se virado na primeira vez que chegaram ao Brasil e pediram para guardar a caravela.

Em tempo, antes que me acusem de ser mão de vaca, 40 pesos vale uns quatro dólares.

Depois de sair do aeroporto é possível observar a primeira diferença marcante: o número de fuscas nas ruas. Não o novo fusca, que encasqueteram de chamar de new beetle. O velho fusca, aquele do Itamar. E quase todos os fuscas são táxis verdes. No guia turístico diz: não pegue táxis verdes. Como a cidade do méxico é maior e mais caótica que São Paulo, acabei aceitando o conselho.

Ao chegar no hotel, pago pelos patrocinadores da missão, descobri outra coisa bisonhenta: hotel mexicano não tem frigobar. Não importa que a diária seja de 60 dólares. Você ganha duas garrafinhas de água, um copo e, se quiser, vá pegar gelo no primeiro andar.

Na outra de tomar banho, outro choque de culturas: as torneiras não ficam no meio. Ficam no canto do chuveiro e não ficam lado a lado, ficam uma sobre a outra. Transtornado com tantas adaptações, dormi e sonhei que era um cantor de fama internacional, sucesso arrebatador en la américa central.

Para validar cientificamente minhas descobertas, mudei duas vezes de hotel e confirmei que os mexicanos não entendem como é bacana ter um frigobar no quartoe desrespeitam a simetria que tanto prezados nos boxes de nossos chuveiros.

Por fim, parti para a pesquisa de campo sobre os hábitos de consumo mexicano. Este é um aspecto da vida que hoje é tão importante quanto a religião na definição do perfil de um país.

Disfarçado de Senhor Madruga, conforme sugestão de Mascavo em outro post ( , me misturei aos locais. Assim, pude ter acesso a detalhes fascinantes de um povo ao mesmo tempo tão próximo e tão distante de nós brasileiros. Por exemplo, me foi revelado por um vendedor, que o CD custava 220 pesos. Ou seja, 22 dólares. Puta que o pariu! Sem condições. Não sera estranho se em breve os adolescentes mexicanos construirem uma pirâmide em homenagem ao Deus Kazaa ou fizerem um calendário e-mule. OS DVDs custavam cerca de 30 doletas.

O trabalho de antropólogo exige perspicácia e observação. Detalhes que passariam despercebidos aos olhos de um leigo, refletem traços da alma de um povo. Ao caminhar por entre as ruelas de uma cidade mexicana, pude notar que havia muitos artigos do Bob Esponja Calças Quadradas. Balões, enfeites de aniversário, chupetas, biscoitos e até supeorte para rolos suplentes de papel higiênico. Em contrapartida, não encontrei nenhuma referência às meninas superpoderosas ou o laboratório de dexter, como seria comum no Brasil.

A preferência pela esponja mostra que os mexicanos estão ligados ao espírito coletivo de seus ancestrais Astecas e Olmecas ao se sentirem mais confortáveis na companhia de um ser de calças quadradas. Por outro lado, mostra que por terem os povos originários da América central desenvolvidos complexos sistemas de esgoto e astronomia tem um gosto bem melhor, já que Bob Esponja é muito mais legal que os outros desenhos supracitados.

 Escrito por Sbub �s 13h01
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Cocô no Google

O Sbub me pediu para representar em uma imagem o repúdio que sente por maionese. Fui para o Google e procurei por cocô e maionese. Maionese foi fácil de achar, mas cocô é mais difícil do que eu imaginava. Procurando por "fezes", ví várias fotos de pessoas, cujo arquivo se chamava fezes.jpg. Vi também uma tênia. Procurando por "cocô", vi um simpático robozinho e alguns cães que se chamavam coco, porque o Google não entende acentos.

Procurando por "merda", vi diversos trabalhos publicitários, principalmente italianos. Por algum motivo, publicitários italianos tem fixação por merda. Deve ser para pegar a conta da Fiat. Cocô mesmo, só vi um, saindo direto do intestino de uma garota para a boca de outra. Não quis colocar aqui, muitas pessoas visitam o sbubs enquanto estão comendo. Mas se você se amarra num brown sugar, pode vê-lo. Basta digitar "merda" na busca de imagens do Google.




 Escrito por Mascavo �s 15h14
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Óleo e ovo cru

Tive acesso a um estudo científico realizado na cidade do Rio de Janeiro onde foram colhidas 135 amostras de maionese e 135 amostras de salpicão de frango em self-services. Constatou-se que 46%, quase a metade, apresentava uma presença de coliformes fecais. Pra quem não sabe, coliformes fecais são bactérias presentes em bosta de gente, de cachorro e de cavalo, principalmente.

As pessoas que gostam de comer maionese, independente de seu alto teor de gordura, até resistem, mas uma vez ou outra acabam comendo uma maionese num restaurante. Em duas vezes que você coma maionese ou salpicão, provavelmente ém uma dela terá ingerido muitos coliformes fecais.

A conclusão é: quem gosta de maionese, come cocô.


Coliformes em embalagem econômica

 Escrito por Sbub �s 11h17
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SBUBS: AGORA EM NOVA EMBALAGEM!

Sbub, fiz este novo lay out em homenagem a você, que é fanzoca do Aquaman. Enquanto procurava esta ótima imagem do logo, achei este, que deve ser para você, o bolo dos sonhos:


Sbub e seu bolo de casamento!

Nota Mascavita em 15/04/2004 - Este post marcou a mudança do lay-out do sbubs - até então, um template padrão do blogger, cinza e azul - para um visual mais moderno, verde e amarelo, com o aquaman como símbolo. Depois eu comecei a mudar as cores até ficar totalmente tosco. O lay-out do Aquaman durou até o começo de 2004.



 Escrito por Mascavo �s 17h00
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São quadrinhos e um refrão

O que é mais bacana em ler quadrinhos é que os cartunistas às vezes conseguem bolar uma idéia genial e colocá-la em três, quatro quadrinhos. Você não precisa ter lido antes, não precisa ler depois, não precisa conhecer os personagens. Você lê e é bom. Um exemplo disso é este zenzazional quadrinho que saiu hoje na folha de são paulo, do Adão Iturrusgarai:




 Escrito por Sbub �s 10h14
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Referências pessoais

Quando você vai fazer um crediário, tem que colocar no formulário "referências pessoais". Trata-se de alguém que vai ficar sabendo que você é caloteiro, caso você não pague as prestações.

Num currículo, ter referências é muito bom também. Colocar lá o nome e o telefone do seu ex-chefe, dizendo "pode ligar, ele vai falar bem de mim" é uma qualidade irrefutável.

Na internet, a melhor referência para dar mais importância às suas mensagens é o Luiz Fernando Veríssimo. Você manda uma breguíssima mensagem de amor, típica do Chico Xavier, mas assina "Luís Fernando Verrísimo", achando que vão ler uma crônica de qualidade.

Mas porque o pobre LFV? Porque não colocam o Paulo Coelho, ou o Roberto Chiniachique? Já que é uma mensagem de amor, ou de auto-ajuda, seria até mais coerente, talvez alguém acreditasse! Se é para parecer inteligente, porque não colocar a assinatura de Daniel Coleman, PhD, o cara da inteligência emocional? O porque não coloca um titulo como "O amor numa casca de Noz" e diz que é do Chistopher Reeve? Ninguém ia notar a diferença. Seria mais factível.

Deviam então mudar um pouco o nome, para pelo menos não o humilhar o pobre LFV. Deviam colocar nomes como Luís Antônio Veríssimo, Fernando Henrique Veríssimo, Luís Fernando Verônico. Seria como vender um tênis Mike, Rebook, ou uma mochila Corporation.

Pior, é que se você responder essa mensagem tentando esclarecer seu amigo, com delicadeza, que este texto talvez não seja do Veríssimo, ele vai se ofender. Claro! É como duvidar da procedência de um presente, mesmo que seja uma caneta mont blanc estranhamente leve e esferográfica.

Imagina a cara do Luís Fernando Veríssimo Júnior, ou do Érico Veríssimo Neto, sendo sacaneados pelo Lasar Segall Sobrinho:

- Seu pai fica escrevendo merdas e enviando pra todo mundo na internet!
- Mentira!

Quem quiser, pode copiar este post e enviar para seus amigos da internet. Sugiro colocar que foi escrito pelo Carlos Heitor Cony. Mas quem realmente sabe que o Cony é um bosta, não vai acreditar.

Então sugiro outros cinco autores, para falsificar meu texto:

- Mário Prata
- José Saramago
- Gabriel Garcia Marquez
- Jô Soares
- João Ubaldo Ribeiro


Veríssimo: Escritor preferido dos falsários da internet



 Escrito por Mascavo �s 13h51
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O Dia dos Ex-Namorados

A maior bobeira que eu já vi o comércio marcar é a de não ter um dia dos ex-namorados. É, porque a maioria das pessoas tem mais ex-namoradas que namoradas. Vale para muleres também. Ou seja, se você bolar um dia para que as pessoas se lembrem do que elas vivem querendo esquecer, o comércio terá mais uma data para fazer campanhas apelativas, óbvias e bem-sucedidas.

Claro que nem sempre se mandaria presente para todas ex-namoradas. E os valores talvez não fossem altos. Mas neguinho já tá vendendo a mãe pela internet, no boleto bancário, sem discutir o preço. Então tem que aproveitar essas chances.

Uma idéia de data seria o dia 19/06, uma semana depois do dia dos pombinhos felizes. As floriculturas poderiam vender buquês de flores mortas para que se entregassem aos ex-namorados. Acompanhariam cartões simpáticos como "Tomara que você esteja morta como estas flores", "Estas flores me lembram sua cara murcha" ou simplesmente "Foda-se!"

Outra idéia a ser explorado seria de cartões virtuais ou não, onde você colocaria uma foto sua com seu novo amor e uma mensagem querida como "Veja como sou feliz sem você"; "Ainda bem que você me chutou" ou mais sinteticamente "Foda-se". Ainda que o cara não tenha descolado outra namorada, pode mandar uma foto dando tchau com a mão cheia de pêlos junto com os dizeres "Você não faz falta nenhuma".

Produtos com potencial de crescimento seriam vacas, porcos, cachorros, monstrinhos de desenhos japoneses e cocôs de farinha. São lembrancinhas que xingam por si só.

No entanto, o dia dos ex-namorados não precisa ser só ódio, ressentimento, rancor e amargura. Haveria quem usasse a data para reaver o antigo par. E, claro, não é todo mundo que namorou que virou inimigo. Tem gente que continua suuuperamiga, que se dão suuuuuperbem. Claro que sim. Há, por exemplo, homens maduros que escreveriam imeios dizendo coisas assim:

"Fulana,

Quero te desejar um feliz dia dos ex-namorados. Ainda que nossa relação não tenha dado certo, acho que cresci muito ao seu lado, mudei como pessoa. Já deletei da memória nossas brigas. Continuo te achando uma mulher adorável e até estou me acostumando com seu novo namorado. Ele é super inteligente, não é? Entende de computadores e não cultiva o corpo, mostrando que é uma pessoa de paz.

Quando me lembro de você, lembro dos bons momentos, como aquela semana em que meus pais viajaram, você ficou lá em casa. Engraçado é que, por coincidência, eles viajaram de novo. Porque você não dá uma passada lá em casa? Nós repintamos as paredes de branco...

Bj,

Fulano"

Não se pode esquecer que existem ainda pessoas que realmente ficariam felizes na data por lembrar de seus namoros passados. Homens que mandariam presentes caros, como prova de amizade. Mulheres que não sentiriam o menor rancor, que esqueceram tudo. Pessoas que vêem o amor como algo que transcende o momento e que vai além do sexo. Seres humanos que sabem que o verdadeiro amor nunca morre. Mas nem essas pessoas conseguiriam estragar uma data tão bacana. E o comércio, afinal, nunca ligou para zen-budistas.

 Escrito por Sbub �s 23h19
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Sessão das Dez - Pela Primeira Vez na Televisão

Depois mais de vinte anos assistindo filmes de todo tipo, desde sessão da tarde até filmes iranianos, passando pela sexta sexy, cheguei a conclusão que todos os filmes se resumem basicamente a duas variáveis: redescobrir o sentido da vida e se meter nas maiores confusões.

Redescobrir o sentido da vida é quando chega no final e alguma coisa fez o personagem ou o espectador ver que a vida não era aquilo que ele pensava.

Se meter nas maiores confusões significa viver ou provocar emoções. Existe também nas variantes "se meter nas maiores aventuras".

Assim, os filmes são bons ou ruins dependendo do quanto e com que qualidade se redescobre o sentido da vida ou mete-se nas maiores confusões. Pode também acontecer os dois ao mesmo tempo ou nenhum, no caso dos piores filmes. Veja como funciona:

Curtindo a vida adoidado - adolescente mata aula e se mete nas maiores confusões.

Sociedade dos poetas mortos - estudantes redescobrem o sentido da vida.

Indiana Jones (qualquer um) - arqueólogo em busca de algo, se mete nas maiores confusões.

Clube da luta - Um carinha meio nerd se envolve sem querer na maiores confusões, redescobrindo o sentido da vida.

Matrix - Ao saber sobre um outro sentido da vida, Neo vive as maiores aventuras.

X-Men 2 - Mutantes se metem nas maiores confusões e alguns chegam perto de redescobrir o sentido da vida.

Traffic - Pessoas se metem nas menores confusões e não redescobrem porra nenhuma.

As Aventuras de Emanuelle - Ex-ninfomaníaca mágica e ET narra como se meteu em algumas confusões e sai toda metidinha.

E por aí vai.



 Escrito por Sbub �s 13h41
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