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Campo dos Sonhos
Como o Sbub bem disse uma vez, não é difícil manter um blog quando se tem uma mente perturbada. Hoje relato a você dois pesadelos que tive semana passada, razão das minhas olheiras desta semana:
Sonho perturbador número 1:
Estou no velho corcel 78 do meu pai, só de toalha, sentado no banco do passageiro. De repente, Cosmo Kramer entra pela porta do motorista, com aquele jeito assustado. Ele sai dirigindo o carro feito um louco. Percebo que ele não sabe usar o câmbio direito. É de noite, os faróis estão apagados e ele não reduz para fazer a curva. Eu tenho que ficar colocando a mão no volante para evitar acidentes!
Acordei assustado, suando frio.
Cosmo Kramer: o que poderia ser mais assustador?
Sonho perturbador número 2:
Estou deitado no meu antigo quarto de solteiro, que dividia com o Sbub. Nós dois estamos dormindo com a TV ligada na MTV. Acordo no meio da madrugada e fico em silêncio, assistindo ao que está passando. Começa um novo clipe. Uma banda formada por dois caras e uma mulher, chamada AMJ. Junto com as informações do clipe, aparece um símbolo dizendo que o vídeo ganhou o prêmio de melhor música sertaneja! Mas o som é bem "indie", parece Autoramas ou Maybees.
No clipe, os três estão em um barco no meio de um mar muito azul. Eles ficam fazendo papel de patetas, usando pés-de-pato, Máscaras de mergulho, maiôs dos anos 20 e segurando pranchas de body board.
Entra o belíssimo refrão da música:
"Me amputa, me amputa
Me amputa, me amputa"
Começo a não conseguir segurar o riso. Olho pro lado e percebo que o Sbub tb está vendo, também tentando se segurar para não rir alto!
Então aparece uma cena em que um dos caras se exibe por ter um snorkel tosco com uma ponteira dupla. Nessa hora nem eu nem o Sbub conseguimos nos conter e começamos a gargalhar.
Acordei rindo.
Provavelmente Lars Grael tem algo a ver com isso...
Escrito por Mascavo �s 09h18
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Imola, o circuito da morte
Barney pode ser o substituto do Barrichello na Ferrari
Para desespero do Neo Romantic / Van Gogh, eu preciso falar de fórmula 1 de novo. Não é obsessão pelo assunto. É que eu preciso fazer uma retratação. Na última vez que falamos do assunto, disse que o Rubens Barrichello era um puta piloto. É mentira. O Rubinho FOI um bom piloto.
Acho que foi em 93 que o cara chegou a fórmula 1, depois de uma temporada simplesmente brilhante e irretocável na fórmula Opel. Não me lembro se ele chegou a correr na fórmula 3000, que era passagem obrigatória para obter a superlicença. Mas sei que, se correu, não completou a temporada, o que já era um grande feito!
Pois bem: Rubinho chegou com toda a pompa a equipe Jordan, que na temporada anterior tinha um carro surpreendentemente bom (aquele verdinho, da 7up) e que serviu para o Schumacher mostrar a que veio. Diz o Nelson Piquet que esse foi o maior erro da carreira do Barrichello: ele poderia ter esperado mais, pois tinha uma possível proposta para pilotar a McLaren. Mas o dinheiro falou mais alto e Rubinho foi pilotar o revolucionário carro da Jordan.
Esse revolucionário carro parecia ter sido projetado pelo Homer Simpson. Tinha um rabo de peixe na frente (?!?!) e um motor Yamaha V-10 lindo, que, diz a lenda, foi desenvolvido pela CCE em parceria com a Fiat. Aí começou a maré de azar. A Jordan fazia um carro pior que o outro. Além do motor Yamaha, foi equipado também com um Hart (credo!) e depois com um Cosworth, que é o motor das equipes sem motor.
Depois de vários anos agüentando essa palhaçada, Rubinho foi para uma equipe totalmente nova, bancada por um doido, arriscando o que ainda restava de sua carreira. Correu o risco de terminar como o Roberto Moreno, o cara que dirigiu todos os carros-piada da F1.
Mas não foi tão mal assim. A equipe era séria, tinha um bom patrocinador e um bom projeto. A carreira do Barrichello parecia recomeçar do jeito certo, treinando muito, participando do desenvolvimento do carro, que melhorava a cada corrida. Os resultados foram melhorando. Rubinho pontuou, se saiu bem. Era querido pelo dono da equipe e até pela torcida.
Barrichello já era considerado um dos melhores pilotos na F1 e precisava de um carro melhor. Mas era difícil competir com o bairrismo dos ingleses da McLaren e Williams. E precisou de uma mãozinha da globo, que estampou a marca da NET no uniforme vermelho dele. Vai ver é por isso que está falindo.
Com isso, a Globo vendeu ao público a esperança de um novo campeão! Um novo herói! Pior, um novo Senna (lembrando que ser um novo Senna é quase como ser um novo Jesus). E o cara, que por contrato não podia vencer, começou a se abalar! Dançava e chorava quando chegava ao pódio, virou pé de chinelo para o Casseta & Planeta... Poucos agüentariam uma pressão dessas. Imagina então, tendo um companheiro de equipe que é simplesmente o melhor do mundo? Um cara que não erra! Um cara com precisão matemática em tudo!
Acho que depois de tantos anos nessa situação, o Barrichello finalmente se conformou de que tem o melhor emprego do mundo mesmo, que não precisa ganhar corrida. Daí a sua apresentação burocrática em Imola, no último domingo. O que é triste, muito triste. Parece que ele vai pra pista pensando: "bem que todo mundo na minha frente podia quebrar". Pra piorar, foi ultrapassado pelo Alonso, que em algumas voltas fez o que ele não fez a corrida inteira: apertou o Ralf até ele tremer!
Há dois, três anos atrás, o Rubinho teria ido para essa corrida com a camiseta do Ayrton Senna por baixo do macacão e com a bandeira brasileira no carro. Agora, parece que ele vai pensando: "puxa, faltam só duas horas para eu voltar para casa e assistir o faustão".
É trágico: dez anos depois da morte de um campeão, vimos, no mesmo circuito, a morte da vontade de vencer!
Escrito por Mascavo �s 21h19
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O medo de Tia Neide
Inspirado em fatos relatados pela Dê
Está rolando um casamento, de uma prima. Ela vai jogar o buquê. Várias mulheres se acotovelam, riem, emitem sons pra irritar uma gralha. Um fotógrafo bem humorado vai lá e registra o momento que o ramalhete de flores voa e as mulheres olham pra cima, boquiabertas, braços pro alto com o cotovelo ainda dobrado, destreinadas de um exercício físico sério.
Você pode pegar essa foto e escrever em cima "futuro grupo de orações". É tiro e queda. As mulheres que mais birgam pra pegar o buquê comporão no futuro, um grupo de orações. Não estou dizendo que ela não vão casar. Muitas se casam e são felizes. Mas formarão um grupo de orações, seja ele católico, espírita ou evangélico.
Quando formarem o grupo de orações, passarão a frequentar avidamente as festinhas de família. Aniversários de criança, batizados reveillons. Sempre estará presente, maciçamente, o grupo de orações. Será o grupo responsável pelo fim precoce dos doces na festa do seu sobrinho e também responsável pelos elogios efusivos aos fios de ovos que enfeitam o peru na noite de natal.
Todo grupo de orações, pode checar já na foto, tem uma tia Neide. Nada contra as milhares de Neides que frequentam diariamente esse blog. Mas, ao registrar um criança com o bonito nome Neide, as chances de ela ser uma mentora espiritual de um grupo de orações são muito grandes. E isso pode devastar os brigadeiros e cajuzinhos da festa do seu filho, superpovoar o montinho que disputa o buquê da noiva e produzir gargalhadas que nunca mais farão com que seu sono seja o mesmo.
Cuidado!
 Tia Neide e o grupo de orações: o evento que deu origem a série.
Tia Neide: perigosa formadora de quadrilhas
Escrito por Sbub �s 09h26
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Caindo na real
A vida de ex-estrela de Reality Show não é fácil. Depois de liberar para o Supla em rede nacional e estrelar uma novela mexicana nacional do SBT, Bárbara Paz agora trabalha como telemarketing do Habib's.
Bárbara Paz: "Gostaria de um pastel de belém como sobremesa por dez centavos?"
Que dureza, não é mesmo?
Escrito por Mascavo �s 00h35
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Comentários dignos de nota:
- Ah, que história linda hein, Pepê?
- Ô!
Escrito por Mascavo �s 20h25
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Faça a coisa certa!
Timmy O' Toole era um jovem negro, membro ativo de uma organização que lutava contra o racismo. Nasceu nos Estados Unidos, mas foi criado no Brasil, para onde seus pais, missionários, migraram quando Timmy ainda era um bebê. Timmy se considerava brasileiro. Idealista, sonhava com o dia em que o Brasil se equipararia as outras potências do mundo. Além da causa racial, uma obsessão, Timmy também protestava pelas diretas já, pela nova constituição, pelo fim da ditadura. Timmy era fã de Luther King, Magic Johnson, Pelé e Michael Jackson. Um dos momentos mais emocionantes da vida de Timmy foi ver Michael Jackson, juntar uma porção de artistas e gravar uma bela canção - um hino, diria ele - pela igualdade racial na África. Escutava o disco "USA for Africa" todos os dias. Sabia de cor a letra, imitava cada um dos cantores que participaram do projeto. Em 1986, aos 16 anos, Timmy viajou para a África do Sul, para participar de um congresso sobre o apartheid. Timmy estava radiante. Sentia que fazia a diferença. Sentia que valia a pena investir todo seu tempo na luta pela igualdade social. Mas infelizmente, o pequeno jato em que viajava foi derrubado por uma tempestade no meio do Oceano Atlântico. Todos os tripulantes foram dados como desaparecidos. Depois, mortos. Nunca se achou o avião. Mas enquanto todos choravam o trágico acidente, Timmy sobrevivia bravamente em uma pequena ilha, até então não mapeada, há algumas centenas de milhas da costa brasileira. Agarrado a seu assento flutuante, Timmy conseguiu nadar até a ilhazinha. E lá, tratou de lutar pela sobrevivência. E o fez com valentia, determinação, assim como lutava contra a discriminação racial. Timmy construiu uma pequena cabana, fez amizade com os bichos, tomava água de côco e da chuva. Desenvolveu técnicas de pesca. Vivia como um ermitão. Mas estava decidido a continuar, pelo tempo necessário. Até que, dezoito anos depois, o imponente Splendour of The Seas, um dos maiores barcos do mundo, passou perto da ilha, quando deixava o Brasil rumo a costa africana. Timmy conseguiu chamar a atenção dos tripulantes com sinais de fumaça. Finalmente foi resgatado. Eufórico, Timmy, agora com 34 anos, perguntava aos turistas sobre o que acontecera no mundo esses anos todos. Ficou sabendo sobre a guerra no golfo, a queda das torres gêmeas. Mas ninguém sabia nada sobre o Brasil. A congregação religiosa da qual Timmy era membro, providenciou um helicóptero para pegá-lo no barco e trazê-lo de volta ao Brasil. Timmy contava os minutos para falar com um brasileiro! Ao entrar no helicóptero, encontrou Bartolomeu, seu amigo caucasiano, que por um golpe do destino driblara a morte, ficando de fora da fatídica viagem a África. Emocionado e ansioso, Timmy perguntava sobre o Brasil: - E então? Tivemos constituinte? Eleição direta? Somos uma democracia? Temos um presidente negro? Fomos campeões no México? - Calma - dizia Bartolomeu - Uma coisa de cada vez: Perdemos no México, o Zico perdeu um pênalti. Mas fomos campeões em 94 nos Estados Unidos. Fomos vice-campeões em 98, na França e campeões de novo, em 2002, no Japão! já somos penta! Timmy ficou confuso no começo - Zico perdeu pênalti? Copa nos Estados Unidos? E no Japão? - Mas ficou feliz, vendo que o futebol era um reflexo do desenvolvimento que ele previa. Bartolomeu continuou: - Tivemos eleições diretas, já em 89! Você perdeu, cara! Quase que o Lula ganha. Mas ganhou o Collor. - Quem é Collor? Por que o candidato da direita não foi o Maluf? Perguntou Timmy, espantado! - Collor foi um playboyzinho que apareceu em cima da hora. Mas demos uma aula de democracia! Ele começou a roubar o dinheiro do povo e nós o tiramos de lá, antes do fim do mandato! - Que lindo! Eu sabia! Entusiasmava-se Timmy! E tivemos presidente negro? - Bem, mais ou menos... o penúltimo presidente chegou a dizer que tinha "um pé na cozinha"... Mas disse isso de forma carinhosa, não foi pra ofender.. Timmy começou a ficar ressabiado. Algo não estava certo. - Mas calma! - disse Bartô, interrompendo os pensamentos de Timmy - Lula finalmente é presidente! Temos cotas para negros na universidades públicas! A globo já tem negros fazendo papel de rico nas novelas! Várias negras são simbolo sexual - inclusive de brancos! Só negros ganharam o Oscar no ano passado! Tem até uma negra gorda posando nua! Só falta termos seções exclusivas de filmes de negro nas locadoras de vídeo. Timmy se acalmou. Percebeu que tudo aquilo que sonhara havia virado realidade. Havia, inclusive, locadoras de vídeo no Brasil! Acabou adormecendo. Só acordou quando seu helicóptero pouso no aeroporto de Congonhas. Ao colocar o pé no chão, o coração de Timmy bateu mais forte. Não por estar de volta, depois de tanto tempo, à terra amada. Mas por perceber que a plataforma do helicóptero estava sobre uma favela de barracos. Timmy engoliu seco e seguiu para a área interna do aeroporto. Foi tomar um café. Pediu para a garçonete ligar a TV, para que pudesse se atualizar. Foi quando o coração de Timmy disparou. Viu uma negra, numa jaula de meio metro quadrado, cantando feliz da vida, em uma língua irreconhecível, o hino da liberdade: Iarnuou Iarnestilve Iarnuou lesimarake so lesta silve Timmy ficou paralisado. "A escravidão voltou!" - pensou. Enquanto seu pior pesadelo se tornava realidade, todo o público que estava no saguão do aeroporto gargalhava com a cena grotesca. Aquilo era demais! Ele não podia suportar. Teve um enfarte fulminante, antes mesmo que Bartô percebesse e pudesse explicar que aquilo era uma brincadeira saudável... Enquanto dava a notícia para a família, que chorava em desespero, Bartô só podia pensar em uma coisa: - Ainda bem que ele não viu o Michael Jackson...
Escrito por Mascavo �s 20h23
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Mais do Senna
A coisa mais triste nesses dez anos que o Senna morreu é que ninguém lembra do Roland Ratzenberger. Um promissor piloto austríaco que virou presunto dois dias antes do grande herói nacional, durante um treino em Ímola. Isso é que é azar: ser um piloto novato que morre no mesmo fim de semana que o Senna. Acho que nem na Áustria alguém lembra dele.
Para mostrar que eu sou um fã de F1 que tem consideração com os pilotos que morreram tentando alegrar nossas manhãs de domingo, aqui vai minha homenagem ao grande Ratzenberger:
Aufdrehen Ratzenberger!!!
Pra também não dizerem que não me lembrei do grande herói de Interlagos, reuni todas as piadinhas que lembram a morte dele aqui:
>> Senna chega no céu e pergunta: Cadê o Ratzenberger? São Pedro esclarece que ele ainda não chegou, que Senna é o primeiro. Imediatamente ele pega a bandeira brasileira e sai cantando: Tã tã tã!!! Tã tã tã...
>> Senna e Denner estão tomando uns gorós no inferno quando passa por eles a atriz Yasmim, que foi morta a tesouradas pelo namorado:
Senna: Putz, que gatinha, hein, Denner?
Denner: Ih, Senna, esquece... Essa mina é mó furada....
>> No dia da morte do Senna todos choraram... mas o Damon Hill.
>> Qual foi a última coisa que passou pela cabeça do Senna antes dele morrer?
- Uma barra de suspensão.
>> Antes de morrer, Senna olhou bucolicamente para seu carro e fez, mentalmente, um último desejo, que nunca foi atendido. Qual foi?
- Freia, caralho!!!
Escrito por Mascavo �s 22h03
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Coisa de Pato
O Sbub me escreveu pedindo para eu liberar detalhes sobre nossa fantástica campanha de marketing cujo nome de trabalho era: "www é coisa de pato". Sinto muito Sbub, não posso fazer isso. Mas posso revelar que entre as imagens selecionadas para simbolizar a campanha, esta foi uma das finalistas:
Lá vem o ganso! O quê? O ganso!
Escrito por Mascavo �s 01h45
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Post de fim de semana
Depois de elaborar uma complicada e genial campanha de marketing, descobri que o UOL consertou a falha que não permitia que os blogs fossem acessados com www. Agora, pode ser tanto www.sbubs.zip.net, quanto simplesmente sbubs.zip.net. Melhor assim.
Escrito por Mascavo �s 01h01
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Parabéns pelo Foder
Ao ver o simpático título do post do Mascavo "Vá se foder, Bloggerman", imediatamente me lembrei do meu sábio pai, o Pai Lagarto. Meu pai sempre disse "foder" e nunca "fuder". Ele não manda ninguem se fuder, manda apenas se foder. Não diz que nada é fudido, as coisas são fodidas e, na maioria das vezes com sílabas separadas: "Cara, eu estou fo-di-do!" brada pelos corredores da casa, o sábio Pai Lagarto.
Um dia eu fui zoar que ele falava fodido, quando todo mundo falava fudido e que ele estava errado. O sagaz Pai Lagarto não contestou, apenas riu e calou-se por um breve instante. Algo passava por sua cabeça. Quando chegou no meu aniversário, ele me presentoou com um livro:
O Pai Lagarto é fo-di-do!
A literatura corroborou seus argumentos e calei-me para sempre.
Valeu, meu!
Escrito por Sbub �s 22h29
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Vá se foder, bloggerman!
Liguei ontem na Globo.Com disposto a assinar o serviço por um mês, para poder salvar tudo e depois cancelar. Mas para minha surpresa, eles simplesmente DELETARAM tudo que eu tinha no kit.net. Por isso a maioria dos arquivos estão sem imagem.
O sistema do UOL é meio tosco. Na importação de mensagens ele acabou misturando o texto de alguns posts com outros. Mas tudo bem, melhor que nada.
Para importar os comentários, tive que copiar e colar, um por um. Passei quase 12 horas fazendo isso. Mas valeu a pena para poder o que há de mais importante neste blog, que é o retorno desses leitores fantásticos:
Pati, Van Gogh, Loir@, Loira Sexy, Morena Fatal, Serbon, Léo, Dr. Scholl, Lú do Trêm, Déa, Steven, entre tantos outros! Obrigado por estarem sempre conosco!
Ainda falta fazer muita coisa por aqui. Mas em pouco tempo eu vou conseguir deixar esse template padrão bem fuleiro, como deve ser um template do Sbubs.
Quanto a Globo, não dá nem pra ficar puto: Eles estão fodidos, estão falindo, mais perdidos do que cego em tiroteio! Como eu sempre disse, bastaria o velho roberto marinho empacotar para que a empresa começasse a ir pro buraco.
Tudo que eles fazem vai virar case de marketing em pouco tempo. Exemplos grotescos do que NÃO se deve fazer para ganhar mercado!
Como já diria o brilhante Van Gogh, filósofo e excelente contador de histórias: "A auto-referência constante faz com que vc acabe comendo o próprio rabo".
Foda-se Bloggerman! Foda-se família marinho!
Com amor,
Mascavo
PS: Ainda preciso me cadastrar aqui no serviço do UOL. Estou usando o login do Sbub.
Escrito por Sbub �s 09h18
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Unanimidades
Uma coisa que me incomoda nessas homenagens ao Senna é o fato de todos o considerarem perfeito! Ninguém lembra das trapaças que ele fez: "Senna foi malandro!", dizem. Ninguém lembra de suas atitudes pederastas: "Senna era sensível!" Ninguém lembra das cabeças em que ele pisou para chegar aonde chegou: "Senna era obstinado!" Pederastia, carência, vida pessoal misteriosa: Qualquer semelhança com o Michael Jackson não é mera coincidência. Existe uma linha muito fina que separa a perfeição da completa anormalidade doentia.
Deixemos para lá! É sacanagem fazer troça dos mortos. Se para todos Senna é o símbolo da perfeição, do heróismo, que seja.
Quando um cara é muito bom em um esporte, dizem que ele é o Pelé (outra unanimidade) de tal esporte. Michael Jordan é o Pelé do basquete. Tiger Woods é o Pelé do golfe. Ian Thorpe é o Pelé das piscinas.
Devíamos adotar também uma analogia para Senna: quando uma pessoa é perfeita, desprovida de qualquer defeito ou desvio de caráter, ela é "Senna" de sua atividade.
A ministra Dilma Roussef, por exemplo, é o Senna da esplanada. Por todos ela é poupada, até pelos radicais do PT. Seu trabalho é sempre coberto de elogios. Dilma só trabalha, faz tudo certo, não erra. Tem uma currículo impecável.
A lady Di também, é o Senna da realeza. Uma pessoa iluminada, quase um jesus cristo inglês.
Não se enganem: o melhor piloto de todos os tempos, Michael Schumacher, nunca será considerado um Senna das pistas. Porque para ser o Senna de alguma coisa não adianta ser o melhor nela. Tem que ser o melhor dentro e fora dela. Um santo. Apesar do alemão simplesmente não errar, seu carro nunca quebrar, ele é capaz de coisas como causar um acidente para tirar seu único adversário da pista e consagrar-se campeão. Coisa que, no imaginário popular, Senna jamais seria capaz de fazer.
Obs sem piadas ou ironia: Senna era um piloto fodão mesmo, mas está longe de ser o santo que todos imaginam. Para quem não sabe, ele já causou um acidente para tirar seu adversário da pista e ganhar um campeonato. Se para cada esporte há um Pelé, o do automobilismo é mesmo o Schumacher. Um sujeito incrível, que tem a capacidade de simplesmente não errar. Nunca. Senna vem logo atrás dele, talvez como um Garrincha ou um Di Stéfano. Ah! E o Rubinho é um puta piloto, sim senhor. A ele, faltam duas coisas: oportunidades melhores e uma consultoria de imagem.
 Senna: Ele não fazia cena
Obs 2: Escrevi este texto faz 8 dias, muito antes da matéria da Veja. Mas ela confirma tudo que eu escrevi aqui. Descrevem o momento em que ele quase matou o Alain Prost para tirá-lo da pista como se fosse uma malandragem heróica! Fuckin' slaves!
Obs 3: Se "heróis nacionais" como o Senna, ou "celebridades" como o Júnior declarassem sua homossexualidade, estariam fazendo um imenso favor para o povo que o idolatra.
Escrito por Mascavo �s 01h33
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What if god was one of us?
Já ouviram essa música, da bizarríssima Joan Osbourne? Pois é, eu tava pensando nisso esses dias: e se deus fosse um de nós? A primeira pergunta deveria ser: "qual deus?", já que existem vários. Refleti muito sobre o assunto e coloco aqui a minha opinião.
DEUS CATÓLICO Se o deus católico fosse um de nós ele seria um chefão da máfia, tipo o Dom Corleone. Todo ritualístico, adora ser tratado cheio de rapapés e salamaleques. Sexista, na opinião dele, mulher cuida da casa, obedece o marido e não dá opinião. Vive rodeado de "conselheiros" e "capangas" (os santos) encarregados de tomar decisões e resolver os problemas menores, como os pedidos de seus protegidos. Os problemas maiores ele nunca resolve, apenas administra. A coisa que ele mais valoriza é a fé cega: pessoas que dão a ele a sua lealdade, mesmo sem nunca receber nada em troca. Nem a promessa de que um dia receberão. Quando um de seus protegidos se dá bem, ele corre para receber os agradecimentos. Afinal, foi porque ele deu uma força. Mas quando alguém se dá mal, ele tira o corpo fora: "A culpa foi sua! Não tive nada a ver com isso!".
DEUS EVANGÉLICO Se o deus evangélico fosse um de nós, ele seria um rico empresário do varejo, desses bem folclóricos. Como o dono das Casas Bahia. Seu slogan: Leve o que você deseja agora e pague em suaves prestações ao longo dos próximos anos. É claro que a juros salgados, mas imperceptíveis, diante da prestação baixinha. Seu foco é a classe a pobre. Mas é um cara de visão: para receber os ricos, abre outra loja, com outro nome, mas com mercadorias e condições iguais. Assim ninguém se mistura, ninguém fica chateado! Precisa receber gays? abre uma loja só pra eles! Para quê discutir com os clientes moralistas? Assim ele atende os dois, os dois ficam satisfeitos. Sempre divertido, adora festa, barulho e algodão doce! Faz questão que suas lojas também sejam assim. Não impõe nada ao cliente. O cliente, esse sim, é quem dita as regras! Quer pagar quanto?
DEUS WICCA É claro que o deus wicca não é deus, é deusa. Ela é tem vinte e poucos anos. Meiga, carinhosa, calma, amiga de todo mundo. Adora a natureza, bichinhos e coisas infantis. Em seus relacionamentos, é ela quem manda. Seu namorado é um súdito: faz tudo que ela quer, mas sempre com leveza, suavidade e harmonia. Ela passa o dia ouvindo Enya. Detesta agitação e barulho. Seu programa preferido nos feriados é acampar com seu amor. No meio do mato, em contato com a mãe-natureza, sozinha com seu amor, ela se transforma em uma fera. Faz sexo animal e come carne mal-passada.
DEUS BUDISTA O deus budista, ou o próprio buda, é um adolescente feio, gordo e muito inteligente. Não, ele não é um nerd: não curte computadores nem provas de física. Pelo contrário - é incrivelmente preguiçoso! O ócio é o seu prazer e seu objetivo sempre. Ele sempre consegue dar as melhores desculpas: para não acordar, para não trabalhar, para não estudar. Ele também não é ambicioso. Tudo está bem enquanto houver pão para comer e chão para dormir. É só o que ele precisa! Por isso está sempre feliz! Mas o que mais impressiona é sua capacidade de convencer os outros de que é ele quem está certo. Mesmo sem fazer nada, todos os admiram, todos gostam dele. Sua lábia é infalível. Assim, ninguém o incomoda. E se incomodar, também, ele vira pro outro lado e continua dormindo.
DEUS KARDECISTA O deus kardecista, este sim, é um nerd de marca maior! Possui duas fixações doentias: ciências exatas e RPG. Para ele, uma coisa só está correta e é verdadeira se comprovada científicamente. Por isso, explica tudo levantando hipóteses e depois comprovando. É uma pessoa extremamente sistemática. Além disso, acha que sua vida inteira é uma aventura, um RPG. Para ele, viver é uma saga, uma história sem fim, uma busca pelo conhecer infinito. E nessa jornada ele terá que passar sempre por provações, obstáculos, dificuldades. E como nos melhores jogos do Mario Bros. ele morrerá e nascerá várias vezes, começando sempre de onde parou na vida anterior.
DEUS MACUMBEIRO O deus da macumba também é um chefão: um chefão do tráfico. Ele chegou lá na base da porrada, derrubando muita gente que se meteu no seu caminho. Está sempre em pé-de-guerra com os outros chefões! Mas ele tem colhão! Resolve seus problemas com as próprias mãos, sem intermediários. E na hora! Ele não deixa nada pra depois. Quando um protegido seu está com problema, não tem conversa: ele encosta no miserável que tá infernizando a vida do seu peixe e arrebenta - se necessário mata. Também não pergunta quem está certo ou tá errado. Ele está sempre do lado de quem freqüenta a morro dele. Mas também cobra pelo serviço. Fica feliz se você der a ele uma cachaça e um frango com farofa. Mas se você não pagar pela encomenda, mermão... Aí jacaré te abraça e você vai comer capim pela raiz!
 O verdadeiro deus só podia ser baixista!
Escrito por Mascavo �s 04h00
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Diário de viagem 5 - o fim de uma jornada
Já há dias na Suíça, eu ainda não havia me dado conta que a laranja deles é amarela. Isso revela uma profunda dissonância entre a cor e a fruta. Ora, se uma laranja não é laranja, como eles sabem qual que é a cor? Aquela rodelinha pálida boiando no vã xô me deixou intrigado porque eu sabia que, apesar de todo seu subdesenvolvimento, aquele país comercializava Fanta. E a Fanta, ora, ora, teria que ser laranja.
Na minha última noite no País da Neutralidade, fui ao Burger King, pedi uma sanduba e uma Fanta. Magicamente, o atendente obedeceu ao rígido padrão internacional de atendentes de fast food e me serviu Coca. Eu reclamei e ele trocou pela Fanta. Eu estranhei que o refri que ele me deu não era laranja, mas tinha certeza que tinha vindo da torneirinha de Fanta. Abri o copo e constatei: a fanta laranja também e amarela! Bizarro. Pra quem mora ou já esteve em Floripa, a cor e o gosto são iguais aos de Laranjinha Maxiwillian. Só que eu ainda tinha certeza de ter visto num freezer de padaria qualquer, a tal da fanta de cor de laranja.
Sem perder tempo, saí do Burger King e passei numa vendinha. Vi a fanta cor de laranja. Corri até ela. Olhei o rótulo e mesmo sem saber francês pude encaixar a última peça de um quebra cabeça tão enigmático:
 Essa é a Fanta Laranja amarela
 Essa, a Fanta Manga laranja
Lógico que comprei o diabo da Fanta Manga. Ela tem gosto desses sucos de caixinha de manga, só que mais ralo e com gás. Na hora de pagar, vi um tic tac que era verde e laranja e um trident de very cherry que vem com 16 chicletes. E saquei que lá não tinha Elma Chips e os maiores pacotes de salgadinhos eram sabor páprica. E me senti feliz por ver que a Fanta foi o Santo Daime que descortinou uma nova realidade para mim.
 Pra não dizer que não falei de cores
Some-se a todas essas iguarias exóticas o fato de que eles usam litros, decilitros, centilitros e mililitros indiscriminadamente. A Fanta, por exemplo era de 5dl. Uma taça de vinho vem com 1dl. Mas na lata de refri está estampado 33cl. É tudo bisonho. Acho que isso desenvolveu naquele povo a habilidade matemática.
Cheguei ao fim da viagem tendo aprendido muitas coisas. Mas não tomei limonada suíça e descobri que o queijo mais típico de lá é o polenguinho. Tem milhares de marcas, sabores e formatos de polenguinho. E os polenguinhos não tem furo.
Mistérios. Magia. Supresas. Bizarrices. Esta é a Suíça que o Brasil não conhece. E que nem precisaria conhecer.
Boa noite!
 Um final Globo Repórter sempre é uma boa
Escrito por Sbub �s 23h45
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Diário de viagem 4
No tempo em que não se está dando sangue, suor e lágrimas nas lavouras de cana e nos mangues de Genebra, lógico que se procura fazer alguma coisa, como visitar pontos turísticos. Os principais pontos turísticos de lá são um jato d'água e relógio cujos números são feitos de flores. Eu já falei que tem jato d'água? Então isso é tudo.
 Este é o jato d'água. Já estamos nos divertindo?
O que eu fiz foi ir visitar a chamada cidade velha. Para sair do centro, onde eu me hospedava, e ir até a cidade velha tem que cruzar a cidade. Então leva uns quinze minutos a pé. A cidade velha é maneira porque tem aquelas ruas estreitas tipo comercial da Fiat. E é ruim porque tem ladeiras ouropretanas. Lá tem lojas incríveis, como a C&A : ( Foi ótimo visitar a C&A suíça. Os preços são mais ou menos 150% maiores que na filial brasileira. As roupas são mais quentes, mas tem até marcas iguais, como "Ângelo Lítrico" (tive que anotar para não esquecer esse nome escroto). De vantagem, tem um café dentro da loja e não tem o Sebastian.
 Usê e abusê C&A, mas sem o negão
Na vila velha, tem uns barzinhos mais metidos a burgueses, sem bebaços, tAtUs, nem NBA. Mas na porta dizia que tinha vinho quente. Achei sedutora a idéia de tomar quentão sem ser em uma festa junina (teria achado um idéia sedutoramente pirada, se já conhecesse A Chinfra). O lugar quer ser descolado, tem uns sofás e poltronas descombinando. Eu sentei em um que tava todo fudido. Os panos rasgados, e o estofado todo irregular, com as molas soltas, a madeira carcomida. É ótimo você viajar milhares de quilômetros, chegar ao chamado primeiro mundo, cruzar a cidade e pagar mais de dez pilas num quentão para sentar num sofá que sua mãe não deixaria você guardar nem no porão. Mas isso não quer dizer que não achei o lugar legal.
O vinho quente (vin chaud, lê-se vã xô) vem com uma ou duas fatias de uma laranja que parece um limão e saquinhos de açúcar. Não usei o saquinho de açúcar, mas fiquei intrigado com a cor da laranja, não sabia se ela desbotara com o vinho ou se era mesmo uma amarelo pálido. A resposta me levaria a descobertas muito mais profundas e supreendentes.
Escrito por Sbub �s 23h03
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Diário de viagem 3
Em Genebra tem altas padaria, lanchonetes, restaurante e franquias de fast food estadunidense. Porém, todos estavam fechados na hora em que eu queria comer, às onze e pouco da noite. Até que bati o olho num lugar onde estava escrito "No shoes, no pants, no no shirt, no service". Ora, um lugar que considera que pessoas descalças poderiam aparecer lá e pedir uma cerva só pode ser um buteco. Lá dentro, duas mesas, juntas, ocupadas e só. Jogo da NBA numa tevezinha.
Entrei. Rolava um rockão dos bons, mas não reconheci. Tipo Pantera. As seis ou cinco pessoas que estava no lugar conversavam e curtiam a música. Olhei o cardápio de sandubas e escolhi um que tinha bacon. Além de bacon tinha basílico e raclete. Isso sim parece coisa de suíça.
Observando as pessoas enquanto esperava o rango, começou a tocar AC/DC. Um freguês correu para aumentar o som. O dono foi lá baixar e não deixaram. Ficaram pulando na frente dele. Depois, o mesmo careca aloprado que aumentou o som, começou a chorar, se contorcendo no chão. Bebaço. O dono do bar veio consolar, ninguém ligava. Somem: gente legal, som legal e cerevja (não barata, mas tudo bem). Um lugar onde as pessoas são mesmo a fuder. Um lugar do caralho. Ou caralhô, que é na suíça.
Comi meu sandubá, vi o final do jogo e me levantei pra ir embora. Mas as duas únicas presenças femininas do bar estavam paradas no corredor de saída. E, pra zoar os homens que as acompanhavam, resolveram se beijar.
 All the thing she said all the things she said running through my head running through my head
A Suíça, meus amigos, tem muito mais do que fondue!
O outro dia era dia de trabalho. Mas ainda tive o prazer de acordar e no café da manhã do hotel, em vez de pão de queijo e suco de melancia (que seria ótimo), tinha croissant, ovomaltine e nuttela. Deve ser por isso que os suíços que criaram o nobel da paz!
Boatos sobre a Sbub Trip
Bem na época em que viajei, a imprensa noticiou umas cartas onde a Ladi Di dizia que o Príncipe Charles queria matá-la. Cheguei a ler no The Sun que um brasileiro, blogueiro famoso, teria sido interrogado pela Scotland Yard pois uma certa visitante loir@ que vinha comentando seus posts seria a própria princesa inglesa. Eu nego!
 Feliz, criança?
Escrito por Sbub �s 23h07
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Sbubs Catequese
É legal ficar relatando minha viagem, mas tive que interromper a série, que também será de cinco capítulos, para falar de algo importante. Hoje, faltando uma semana para páscoa, se comemora o Domingo de Ramos, uma data muito importante para a Santíssima Igreja Católica.
O Domingo de Ramos é uma data criada pela irgeja para frear o crescimento das igrejas evangélicas no Brasil, a partir do começo da década de 80. Trata-se de um dia em que todos os fiéis realizam procissões e missas para homenagear o Tony Ramos.

O peludão foi o escolhido, devido a sua popularidade atingida em novelas das antigas, sempre fazendo par com a Regina Duarte - a eterna limonadinha do Brasil - e intepretando personagens que cairiam como uma luva em novelas mexicanas.
É assim que funciona: na missa dominical, além do que sempre rola, todos os fiéis são convidados a levar tufos de pêlo para lá, que serão abençoados e poderão ser guardados em casa. Recomenda-se sempre guardar em lugares onde tufos de pêlo não se perdem jamais, como atrás da porta ou no ralo da pia.
No decorrer do ano, os fiéis podem queimar o chumaço bento quando quiserem alcançar uma graça, que pode ser livrar-se para sempre dos pêlos do ouvido, não ter mais pêlos encravados, esquecer que viu a Gloria Menezes Careca, ou voltar para seu planeta de origem. Só Tony Ramos poderia interceder junto ao Barbudão para assuntos como esses!
 Tony Ramos, assim que chegou a terra
Palavra da salvação.
Escrito por Sbub �s 23h37
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Diário de viagem 2
"Em contrapartida, eu derrubei o globo da feira mundial." (Nelson, consolando-se pela viagem frustrada que fez com Bart, Milhouse e Martin)
Então, aí eu fui pra feira do automóvel 8 da manhã, mas pra mim era como se fosse quatro da manhã.
Por infelicidade minha, entrei pela parte mais morna (pelo menos pra mim) que é a dos acessórios. Nada de stands de montadoras, carrões, lançamentos. Só rodas de marcas que eu não conheço e fabricantes de equipamento para levanatar os carros nas oficinas. Tem até coisas legais, mas não é exatamente o que você espera de um feira internacional de automóveis.
A parte legal era no andar de cima. Minha primeira observação foi que o esquema era gigantesco mas que, infelizmente, a maioria das montadoras abandonou aquele tipo de exposição que fica o carro rodando e uma modelo sorrindo para você e rodando junto com o carro. Mesmo porque aqui em Brasília nunca rolou uma feira de carros então eu nunca tinha visto um carro e uma mulher rodando ao vivo. E é bem mais legal do que parece!
No stand de uma das montadoras que manteve este bom hábito, mas cujo nome não lembro, pude viver experiência tão rica. É bacana porque a mulher realmente olha pra você. E pra quem mais olhar pra ela, mas não deixa de ser legal. E se você tira foto, ela faz pose.
 Nada como estar a par dos lançamentos da indústria automobilística
Tá que rolou um estranhamento geralmente quando eu bati a foto. Não pelo o ato em si, mas pelo baulho que fez. Eu era provavelmente o único fotógrafo amador ali a estar com uma máquina tradicional, com filme. E certamente o único que tinha uma máquina com um monte de durex segurando pra tampinha não cair. E ainda era emprestada. Não revelei as fotos ainda, quando eu o fizer, tento descolar um scanner para mostrá-la.
Outra coisa jóia era poder entrar em quase qualquer carro. Fora lançamentos de carros muito luxuosos e montadoras escrotas como a Ferrari, você podia entrar nos carrões. E nem tinha fila! Então fiquei três horas olhando carros, entrando em carros e chamando atenção com minha exótica máquina de fotografar. No final, já não me aguentava mais em pé. Só passei no stand da Audi pra pegar mais balinha e me mandei.
Depois tive que voltar, pegar as malas, pegar o trem, ir com as malas por três quarteirões até chegar no hotel, torcendo para que eles tivessem vaga, pois esqueci de antecipar a reserva. Eu sempre dou sorte com essas coisas e dessa vez não foi diferente. Dormi como uma pedra paraplégica em estado de coma profundo e acordei a noite quando todas as lanchonetes estavam fechadas. Saí a perambular, para ver se encontrava alguma coisa aberta para comer e, para minha supresa, meu instinto me conduziu pelas ruas frias até um lugar que eu nem sabia que existia em Genebra: um buteco!
Depois eu conto.
Escrito por Sbub �s 15h20
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Diário de viagem
Depois de ler aquele livro do Amyr Klink, fiquei pilhado de fazer um diário de viagem na minha viagem para Suíça. Lógico que não fiz, sou um ser humano. Empolgação e execução são coisas distintas.
Mas resolvi mesmo assim me utilizar da minha memória e fazer um relato dos dias que passei naquele mundo distante e exótico.
Dia 1 - O Início de uma Jornada
Filas: da Polícia Federal, pra comprar um pão de quejo - verdadeiro caos, pra entrar no avião. Todo mundo se pergunta porque há filas no embarque, se os lugares são marcados. Nesse caso é porque neguinho (e branquinho, e japinha) não tinha onde sentar. E porque sempre tem gente que quer levar um caminhão de mudanças como bagagem de mão. O vôo, lotado. E eu me pergunto: porque diabos há tantas pessoas indo para Suíça?
 Foi foda comprar um pão de queijo sequer Na viagem, passaram três filmes, que serão a seguir classificados de acordo com o método Sbubs de classificação de filmes link (Não sei linkar só pro post, mas é o último post da página que abrir):
Freaky Friday - É um filme onde mãe e filha trocam de corpo. Igual aquele da Jodie Foster que passava na Sessão da Tarde. Só que a adolescente não é uma jogadora de hóquei de grama e sim um projeto de Avril Lavigne. Claro que o filme é jóia. Nível de maiores confusões: 8. Nível de redescoberta de sentido da vida: 4. Alerta: não se deve fazer uma média entre os dois conceitos. O filme não é nota 6. É oito para quem está disposto a ver piadas bobonas, porém bacanas. Para quem quer redescobrir o sentido na vida, é um filme ruim
Os vigaristas - Serve como conselho de Panthro: quase todos os filmes com o nicolas cage são bons. Fato. Esse não é uma exceção. Ele é um estelionatário, tem um parceiro, uma filha e é perturbado. Nível de maiores confusões: 9. Redescoberta do sentido da vida (não minha, do personagem): 8.
Depois passou O Júri, mas só em inglês. Aí deu o maior sono e eu dormi.
A escala em Zurique foi jóia e de lá fui pra Genebra. 20 min de viagem, para cruzar toda Suíça, em diagonal. Quando cheguei ao destino final eram 8h no horário local. Na minha cabeça eram quatro da matina. E, assim mesmo, emendei pra Salão do Automóvel de Genebra. Depois eu conto como foi.
Boatos sobre a Sbub Trip
Na mesma semana em que fui a Europa, houve uma reunião entre a Microsoft e autoridades da União Européia, pelos mesmos lances que os EUA já tinham encrespado com o Bill Gates, a inclusão do Windows Media Player e do IExplorer. Comentou-se nos tablóides ingleses que representante de um blog brasileiro estaria presente a reunião, para mediar a situação e defender-se da acusação de trust, por reunir no mesmo blog Sbub e Mascavo. É mentira.
Escrito por Sbub �s 00h08
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