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Meu dia ontem foi frustrante. Mesmo tendo escolhido com esmero o dia para passar sem piadas, fui um fraco e perdi logo pela manhã. Mas continuei tentando, considerando que aquilo não era exatamente uma piada. Resisti bravamente até o final da tarde, quando desembestei e, sem querer, soltei mais umas sete ou oito tiradas estúpidas antes de dormir. E nenhuma delas foi daquelas de valer a pena, mas fazer o quê? Pularam para fora da minha boca antes que eu pudesse perceber.
Não sei quando tentarei de novo. Mas foi importante, porque deixei de fazer umas três ou quatro piadas sem graça. Porque respeitei o Dunga. Consegui ver o mundo de uma maneira menos bem-humorada, menos leve.

Mauro Silva: eu não senti falta das piadas com o Dunga
Escrito por Sbub �s 08h36
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O Dia sem Piada
Inspirado no Chandler, do Friends, eu decidi provar para mim mesmo que sou capaz de passar um dia inteiro sem fazer piadas. No caso dele, foi uma semana e ele perdeu a aposta. Eu posso ir aos poucos. Portanto, decidi que hoje, terça-feira, não farei nenhuma piada. Não quer dizer que eu vá passar o dia de cara fechada, nem que eu não possa rir. Mas as observações irônicas, sarcásticas ou estúpidas essas sim, não farão parte do meu dia de hoje.
Escrito por Sbub �s 08h13
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Eu envelheço
Na linha do que o Mascavo disse, uma reflexão que sempre tenho é como o tempo passa depressa. Sem mais aquela, a moda de vinte anos atrás surge e você percebe que lembra dessa moda. Nesta triste constatação, há dois indicadores que sempre me assustam: atletas e carros. Não é questão de lembrar dos jogadores que eram sucesso ou dos carros quando foram lançados. O que me marca na passagem do tempo, é quando coisas tão novas, de repente já são velhas.
Um exemplo é dos carros que quebram. Eu ainda me surpreendo quando vejo um Corsa sendo empurrado no meio da rua. Um carro mal cuidado, com a pintura gasta, cheio de coisa dentro, uma escada em cima, com pisca-alerta ligado. O primeiro pensamento é: como puderam fazer isso com um carro tão novo?! Aí que me lembro que o Corsa já deve ter dez anos ou mais. Isso já passou com o Kadett. De carro exclusivamente de playboys endinheirados, para campeão de quebras na rua. O Tempra também já viu o tempo passar. Era o carro que substtuiria os Opalas como carro oficial e, quando menos esperamos, está parado na chuva. Em breve serão Peugeots 206. Vocês vão ver.
Outra coisa chocante, são atletas do passado. Tudo bem, ninguém precisa lembrar daquele ótimo meio-campo do Flamengo com Júnior, Uidemar e Nélio. Isso passa e é normal. Mas o que me impressiona é que vários jogadores que vi em ação, já são técnicos. No Brasil, a gente acompanha o processo e parece mais natural. Quando vemos, porém, que isso ocorre em nível internacional...Um exemplo, acabo de ler a notícia que o Donadoni será o novo técnico da Seleção Italiana. Caraca! O cara não apenas se aposentou como virou treinador e já mostrou trabalho a ponto de virar treinador da Azzurra!
No basquete americano, o último "treinador do ano", foi Avery Johson, que recentemente era uma revelação do San Antonio Spurs. Todos os gerentes dos times são de jogadores que apareciam às sextas na tela da Band. Joe Dumars, no Pistons. John Paxson, quem diria, comanda o Bulls numa sala de escritório com incrível habilidade, enquanto Jordan - o rei - já se deu mal tentando fazer o mesmo. O Danny Ainge agora é comentarista. E Shaquille O'Neal, a revelação, o rookie, o monstro, o novo ídolo, já tem uns 14 anos de carreira e todos falam de sua aposentadoria como algo natural.
E se alguém provar que estou errado, eu tiro meu chapéu!

Eu envelheço. O monza, não.
Escrito por Sbub �s 10h22
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Heat of the moment
Acho que já expliquei aqui no blog, em outra ocasião a minha teoria a respeito das décadas. É simples: a década passada é ridícula, a retrasada é legal.
Na primeira década da qual eu tenho lembranças, a de 80, eram comuns matérias na TV e em revistas zoando e ridicularizando coisas da cultura pop dos anos 70: a moda, a música, os ideais, etc. Por outro lado os anos 60 eram considerados muito bacanas. Festas que tinham a década como tema era comum. Havia influência na moda. A Globo fez uma minissérie ambientada na época e foi um sucesso.
Pois bem: passou 90, 91, 92... E o distanciamento tornou possível ver que os anos 80, em si, eram uma coisa só (porque na época a gente não percebia que menudos, relógio champion e guaraná Skol estavam diretamente ligados). E virou a década perdida, tudo era ridículo, como era possível usar aquelas roupas, ouvir aquelas músicas... Pessoas escondiam suas fotos e agendas daquela época. Em compensação, os ano 70, tão ridicularizados, passaram a ser revividos com nostalgia... Como eram bacanas as músicas, os ideais, as roupas... calça boca de sino é o que liga.
E aí, chegou a década dos “2000”, e o cliclo se repetiu. Os anos 90 cada vez mais são vistos como uma coisa só. Música eletrônica e grunge já podem figurar em uma mesma matéria jornalística como uma “onda”, uma “moda”, uma coisa “daquele tempo”.
Pois bem: eu vou me adiantar aos anos “10” e já vou começar a analisar agora essa época em que vivemos. Assim, uma época bacana como os anos 90 pode voltar a ser moda logo.
(continua no post abaixo)
Escrito por Mascavo �s 14h05
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Heat of the moment
(continuação do post anterior)
Telefone
A coisa mais importante, disparado, dos anos “2000” é o telefone. Todo mundo precisa ter um, e ele precisa ser novo. Não basta mais ser pequeno ou fazer coisas úteis. Ele tem que ter um design atual (ou seja: ter menos de 1 ano) e fazer coisas como tocar músicas diferentes ou tirar fotos (veja “Máquina Fotográfica”). Não ter um telefone pessoal, pelo qual você pode ser encontrado 24 horas por dia é mal visto pela sociedade. Isso pode fazer, por exemplo, com que você não consiga um emprego, ou seja demitido do que você tem. Também vira motivo de chacota entre seus amigos.
Música portátil
Poder levar toda sua coleção de discos para qualquer lugar tornou-se necessidade incontestável. As pessoas TÊM que poder ouvir música em qualquer lugar, ou elas podem, sei lá, morrer. Não ter um MP3 player também é socialmente mal visto. Curiosamente, ficar isolado do resto do mundo ouvindo música solitariamente com fones de ouvido, mesmo no ambiente de trabalho, não é malvisto. Arquivos de som (e não necessariamente “música”), são tão importantes que foram anexados à coisa mais importante da década, o telefone.
Máquina fotográfica
Nos 2000, as fotos dos momentos passaram a ser mais importantes do que o momento em si. Muito melhor do que ir a praia com seus amigos e curtir é curtir as fotos dos seus amigos na praia. Mulheres andam com máquinas fotográficas na bolsa. Em bares e em casas noturnas (ver “balada”) é comum e perfeitamente aceitável que as pessoas tirem fotos o tempo inteiro. Uma pessoa que fica com uma máquina apontada para as outras NÃO é vista como uma pessoa chata e inconveniente. Fotos das férias, que antes se limitavam à 3 ou quatro rolos de 36 poses (algo entre 100 e 140 imagens, descontados os erros), agora chegam facilmente aos 4 dígitos. De tão importantes, as máquinas fotográficas também foram anexadas ao Telefone.
Música
Não se pode resumir a música a um só fenômeno, mas serão relembrados com muita vergonha os seguintes fenômenos: Jorge Vercilo, Ana Carolina e seu Jorge; Tribalistas; Emocore (esse vai fazer com que vários jovens de 18 anos rasguem suas fotos de quando tinham 13); DJs vistos como rock stars (ou simplesmente Moby); Funk Carioca visto como algo realmente legal e revolucionário e não simplesmente chulo e engraçadinho como os fenômenos das outras décadas: Mamonas Assassinas (90), Tiririca (90) e discos do Ari Toledo (80); bandas de “eletro”.
Balada
Balada antes se referia a música lenta. Mas não se sabe porque virou sinônimo de festa, agito ou simplesmente de um “saída” a noite. É comum ouvir as pessoas dizendo “a gente saiu ‘de balada’ “. Eu acho que a palavra “balada” será lembrada como hoje lembramos de “bicho”, “é uma brasa, mora”, “caranga”, etc...
TV
A idéia dos Reality Shows foi levada tão ao extremo que a crítica já se antecipou. Mas eles ainda duram. Big Brother já não é mais o mesmo e nunca haverá nada como o primeiro Casa dos Artistas. Mas American Idol atingiu o auge e já tem filhotes como o “Ídolos” (que deixa a lição: não dá para ter ídolo pop em terra de pagode, axé, sertanejo e funk) e o Rock Star, que escolhe vocalistas para bandas montadas com precisão científica. As duas coisas também ajudam a definir a música da época.
Em geral os anos 2000 ficarão marcados como o tempo em que a TV finalmente alcançou o mesmo status do cinema nos Estados Unidos. Isso graças ao DVD que tornou programas de TV colecionáveis e ao mesmo tempo ir ao cinema dispensável.
Moda
Os anos 90 foram altamente influenciados pelos 70, mas mesmo assim saíram coisas “originais”, como a camisa xadrez, o tênis de maconha, as camisetas com trocadilhos com marcas famosas (“Techno”, junto ao logo da Texaco, etc). Já os 2000 foram influenciados demais pelos 80 e poucas coisas serão originais. Certamente serão lembradas com vergonha as camisetas “dry-fit” (qualquer coisa que brilhe será lembrada com vergonha um dia). Eu podia falar também do culto às marcas Adidas e Puma, mas isso também faz parte do revival dos 80.
Heróis
O Brasil sempre teve seus heróis nacionais. Nos 70 tinha o Mequinho, a seleção tricampeã. Nos 80, tinha o carro a álcool, o Oscar. Nos 90 teve a geração cara-pintada, o sociólogo Betinho, Ayrton Senna. Nos “2000” tem o maratonista Vanderlei Cordeiro (não desisto nunca), a ginasta Daiane dos Santos (o salto carpado e o brasileirinho). O mundo também viveu um revival dos 80 nesse aspecto, e Bob Geldof ou Bono Vox devem ganhar logo um Nobel da paz. Mas o que me impressiona é como esqueceram rápido do Papa João Paulo II.
Chega por hoje, né? Deixem sugestões nos comentários, quem sabe a gente aborde outros temas!
Escrito por Mascavo �s 14h04
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Super-heróis
Hoje estréia no cinema Superman V. Isso, e também o post de hoje do Serbon, me fizeram lembrar que o Superman (ou Super-Homem, tanto faz) sempre foi meu herói favorito. Por uma série de fatores: ele é alienígena (how cool is that?), ele é mais forte que todos, pode voar, tem visão de raio x, pode derreter coisas com o olhar... E se esses fãs do Batman tivessem um mínimo de imparcialidade, saberiam que o Superman esmagaria fácil o morcegão numa luta justa.
O único problema do Superman é não saber lidar com suas fraquezas. Ele só tem duas: mulheres e kriptonita. Qualquer pessoa que tem ou já teve problemas com mulheres daria tudo para ser o Superman, que seria uma solução imediata. Mas o cara é meio bundão nesse aspecto e obviamente nunca vai se acertar nem com a Lana Lang nem com a Lois Lane. Já a kriptonita poderia ser facilmente removida do mundo por ele, uma vez que sua “radiação” não atravessa as paredes de um porta-jóias... E, sendo mais rápido que a velocidade luz, poderia fazer isso sem ninguém perceber.
É por isso que, nas últimas semanas, o posto de melhor super-herói do meu ranking pessoal foi tomado por um cara que além de ser melhor que todo mundo, sabe lidar com suas fraquezas: Gil Grissom.
O chefe do plantão noturno do CSI de Las Vegas tem poderes quase tão fenomenais do que o do homem de aço. Além de “ler o passado” por um fio de cabelo ou uma mosca, ele é capaz de prever o futuro apenas pelo perfil psicológico do criminoso com quem está lidando. E tudo isso sem ser alienígena (how cool is THAT?). Além disso, sabe lidar como ninguém com situações políticas, sem com isso ter que jogar o jogo sujo (acho que isso é mais fantasioso do que um alienígena que pode voar, mas levemos em conta a realidade intrínseca das histórias).
Mas o principal diferencial de Grissom é saber lidar com suas fraquezas: depois de ser taxado de nerd várias vezes, deixou crescer a barba e ficou tão cool quanto o Mr. T. Para compensar sua solidão e dificuldade de se relacionar, ele anda de montanha-russa e promove corridas de baratas. E sua visível inabilidade física é compensada não só pela sua capacidade de persuasão e dedução, mas também pela fidelidade que ele consegue manter de sua equipe.
E eu realmente acho, por motivos óbvios, que o Grissom bateria o Superman numa luta justa.

Gil Grissom, na época em que ele ainda era fã de "Cops" e "Miami Vice"
Escrito por Mascavo �s 13h50
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Guia sbubs de como participar de todas as conversas
Existem duas formas de vocês conseguir participar de toda e qualquer rodinha de conversa, em qualquer festa, evento ou reunião. A primeira, é entender de todos os assuntos. Essa é bem difícil. A segunda é você saber a frase universal. A Frase Universal encaixa-se em qualquer bate-papo descontraído e deixa em todos a impressão de que você é uma pessoa de opinião forte, esclarecida e totalmente por dentro das paradas.
Muito pagam cursos caros, compram livros de auto-ajuda, escalam montanhas atrás dos velhos sábios para saber a frase universal. Mas o Sbubs conta pra você de graça. Observe os exemplos abaixo:
- Cara, a seleção foi uma droga mesmo. Totalmente apáticos.
- Neguinho é foda.
- A Hillary Clinton já está fazendo campanha para presidência dos EUA em 2008.
- É. Neguinho é foda.
- O que o Governo não percebe é que a alta das taxas de juros prejudica o crescimento do país.
- Neguinho é foda.
- Viu aquele lance dos albinos no Código da Vinci?
- Neguinho é foda
- A filosofia leibnitzwolfiana adotou, nas suas indagações sobre a natureza e origem dos nossos conhecimentos, um ponto de vista errôneo, ao considerar como exclusivamente lógica a diferença entre a sensibilidade e o entendimento.
- Neguinho é foda.
Observe como em todas as frases a expressão “neguinho é foda” adquire a conotação que o ouvinte quiser. Se for uma crítica, concorda com a crítica. Se for um elogio, concorda com o elogio. Se for uma observação astuta, cheia de conhecimentos intrínsecos, ela compartilha de todas as observações de quem fala. Então, não tenha medo. Na discussão de futebol, na convenção partidáaria, nos cafés de Paris (neguinhô é fodá) e na reunião da diretoria, você não precisa nem prestar atenção. É só saber o que dizer. Neguinho é foda!

Neguinho é foda

Neguinho é foda

Neguinho é foda
PS: Obrigado ao Bruno que me ensinou a Frase Universal. E nem foi ele que inventou. Não sei quem inventou. Neguinho é foda.
Escrito por Sbub �s 08h15
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Agora eu vou falar. E não vai ser curto, de novo :-)
As pessoas acham - e a imprensa contribui para isso - que numa seleção brasileira repleta de craques que não ganha nada existem:
- um técnico "teimoso", que sabe que há uma escalação melhor mas que não a usa só para não dar o braço a torcer.
- um monte de jogadores que só pensam em dinheiro e que não jogam bem porque não querem.
É só vc pensar que a vida não é um filme com vilões e mocinhos para perceber que é óbvio que não é bem assim. O que existe é:
- um técnico que parou no tempo e não tem competência (ou skills, em consultês) para comandar uma equipe de estrelas.
- um monte de jogadores que precisam e sempre precisaram de liderança em campo e fora dele. E que às vezes não jogam bem. E que, se só pensassem em dinheiro, eles: ou não jogariam na seleção, ou jogariam só para aparecer, o que os obrigaria a jogar bem.
Quem vive num ambiente competitivo o dia inteiro sabe que não é fácil ganhar coisas. Que o mundo é repleto de pessoas que ocupam posições importantes não pela sua competência, mas pelo seu relacionamento ou marketing pessoal. E óbviamente que no meio do futebol não seria diferente.
Eu não estou deduzindo isso. Estou concluindo com base na minha experiência e em matérias como essa, publicada na Folha, na edição de 22 de junho de 2006, dia do jogo contra o Japão.
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Problema técnico Brasil fecha participação na primeira fase da Copa em meio a desconforto de jogadores com atitudes e declarações de Parreira
EDUARDO ARRUDA PAULO COBOS RICARDO PERRONE SÉRGIO RANGEL ENVIADOS ESPECIAIS A DORTMUND
A seleção brasileira faz o terceiro jogo na Copa do Mundo, contra o Japão, às 16h (de Brasília), em Dortmund, com uma dose de desconfiança em relação a Carlos Alberto Parreira.
Parte dos atletas está incomodada com a demora do técnico em mexer no time, seja na escalação ou só no modo de atuar. Também há desconforto porque o ouvem falar pouco dos problemas. E, principalmente, em como resolvê-los. Em conversas com amigos, parte dos comandados descreve o chefe como apático diante das dificuldades enfrentadas pela seleção em campo.
Enxergam uma certa indecisão do treinador, que deixou para anunciar a equipe titular apenas hoje, no vestiário. Contam que, pela reação de Parreira após os jogos, o técnico parece satisfeito com o time, que tem jogado mal, mas está garantido nas oitavas-de-final. Precisa só de um empate para assegurar o primeiro lugar sem depender do resultado da partida entre Croácia e Austrália.
Apesar de não admitirem publicamente, alguns jogadores querem substituições. Mas precisam de ajuda externa para colher dicas se elas acontecerão.
Após o jogo com a Austrália, por exemplo, ao menos um deles buscou informações na internet para tentar descobrir se Ronaldo seria mantido entre os titulares diante dos japoneses.
Alguns focos de insatisfação na seleção são claros. Pessoas ligadas a Ronaldo reclamam que toda a culpa sobre o desempenho ruim cai nas costas do atacante, enquanto Parreira e seu esquema, que não funciona, são poupados. O camisa 9 e Roberto Carlos foram alguns dos que menos gostaram de o técnico não dar folga ao grupo após a vitória contra a Austrália.
Juninho já disse estar se segurando para não reclamar da sua condição de reserva. Kaká não esconde a insatisfação com a falta de movimentação no ataque. Ronaldinho publicamente reclama do seu posicionamento. Preferia atuar como no Barcelona, mais adiantado.
Com o fraco desempenho até agora, a maioria dos atletas tem medo de sair da equipe e ver o time golear o Japão, o que poria suas vagas em risco.
Talvez por isso, alguns demonstravam ansiedade ontem, após o treino, para saber quem será escalado em Dortmund. "Seria melhor já saber quem vai jogar, mas o treinador tem o direito de fazer isso, e temos que esperar. Ele só vai definir na hora do jogo", declarou Juninho, que ainda não entrou em campo na Copa.
Pouco depois, o preparador físico Moraci Sant'Anna dava uma demonstração de que há alguns ruídos na comunicação. Afirmou que a definição seria numa conversa com os atletas, ainda na noite de ontem.
O desconforto com as atitudes de Parreira começou logo após partida com a Croácia. Os jogadores estranharam o treinador ter demorado três dias para comentar os problemas do time. Só numa reunião feita a dois dias do jogo contra a Austrália ele cobrou os erros.
A demora para o técnico reagir às dificuldades força os atletas a tentarem arrumar as coisas sozinhos, dentro de campo. Fizeram isso contra os croatas e também ante os australianos.
Entre os jogadores, a impressão é que a maioria está mais insatisfeita com o rendimento da equipe do que o técnico.
Por enquanto, ninguém queixou-se com Parreira. Até os mais experientes, como Cafu, Roberto Carlos e Ronaldo, temem entrar em rota de colisão com o comandante.
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Estava claro que tinha alguma coisa errada e todos sabiam. A desclassificação não é supresa pra ninguém, nem para os jogadores, nem para o Parreira. A análise sofista dos jogos com base nos resultados (ganhamos, então estamos bem), e as declarações de que show é vencer (desde que não seja por acaso, e eles sabem disso), eram só uma tentativa de abafar os problemas.
Escrito por Mascavo �s 17h53
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Hate to say
Nada a declarar, exceto o que já foi dito
Escrito por Mascavo �s 12h46
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